April 24, 2022
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O anarquismo no Uruguai entre fins do século XIX e começos do século XX

O anarquismo no Uruguai entre fins do século XIX e começos do século XX

O anarquismo no Uruguai entre fins do século XIX e começos do século XX

Sun, 24 Apr 2022 01:40:01 +0000

O anarquismo no Uruguai entre fins do século XIX e começos do século XX

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O anarquismo no Uruguai entre fins do século XIX e começos do século XX. Concomitantemente ao processo de industrialização e ao aumento…

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Concomitantemente ao processo de industrialização e ao aumento no número de trabalhadores urbanos, o movimento operário-social no Uruguai — decididamente reforçado pela imigração europeia (sobretudo de italianos, espanhóis e catalães) — começava a despontar, ainda que timidamente, em Montevidéu. Os tipógrafos, pelas próprias características de sua profissão, estavam em contato mais direto com as ideias que circulavam pelo resto do mundo. Foi deles a primeira tentativa de organização dos trabalhadores uruguaios, inspirada em um modelo mutualista de tipo proudhoniano, ocorrida em 1865 com a criação da Associação dos Tipógrafos — renomeada Sociedade Tipográfica Montevideana em 1870. Até a década de 1870, contudo, a absoluta maioria das publicações contendo algum tipo de crítica social e perspectivas de transformação que circulavam no Uruguai, eram algumas revistas de pouca tiragem inspiradas nas ideias de alguns dos chamados “socialistas utópicos”, principalmente Charles Fourier e Saint-Simon. A partir de então, várias sociedades de ajuda mútua começaram a ser formadas entre os artesãos e trabalhadores uruguaios para tentar resolver certos problemas específicos que lhes afligiam, como demissões, adoecimentos, questões salariais, financiamento de funerais etc. As sociedades de ajuda mútua foram a principal forma de organização do movimento operário-social uruguaio até a década seguinte, apesar de também serem formadas algumas organizações imbuídas de uma perspectiva mais ampla e internacionalista.

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O anarquismo e a história

O anarquismo e a história

O anarquismo e a história

Tue, 19 Apr 2022 16:39:21 +0000

O anarquismo e a história

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Freqüentemente, ouvimos os “foucaultianos” questionarem os possíveis vínculosexistentes entre Foucault e o Anarquismo, afirmando que o filósofo jamais se disse

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Freqüentemente, ouvimos os “foucaultianos” questionarem os possíveis vínculosexistentes entre Foucault e o Anarquismo, afirmando que o filósofo jamais se disse anarquista, que recusava qualquer forma de identificação e que, ademais, nunca se afiliou aos grupos libertários contemporâneos. Vários autores anarquistas, por outro lado, enxergam um Foucault profundamente libertário e propõem pensar o pós-estruturalismo como “uma forma contemporânea de anarquismo”.
Falando de sua experiência pessoal, Salvo Vaccaro afirma que o filósofo não só o aproximou do Anarquismo, impedindo-o de “se fossilizar no caminho traçado de Bakunin a Malatesta”, como ensinou “uma utilização anarquista do texto teórico,sem respeito pela autoridade do Nome.” Todd May, nos Estados Unidos, Salvo Vaccaro, na Itália, Edson Passetti, no Brasil e Christian Ferrer, na Argentina, entre outros, postulam uma continuidade entre as duas correntes de pensamento, entendendo que, na tradição histórica do Anarquismo, pode-se encontrar um contexto mais geral a partir do qual o pós-estruturalismo seria melhor avaliado. Enquanto um pensamento libertário, este opera de modo descentralizado, plural, anti-hierárquico e renovador, ao enfrentar as questões de nossa atualidade.

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Anarquismo e a Revolução Negra

Anarquismo e a Revolução Negra

Anarquismo e a Revolução Negra

Thu, 14 Apr 2022 14:25:14 +0000

Anarquismo e a Revolução Negra

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Anarquismo e a Revolução Negra. brancos. Isto é um erro tanto estratégico, quanto político, que condenou o movimento anarquista fazer…

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As condições dos descendentes de africanos escravizados e daqueles que sofreram sob o sistema colonial europeu é algo que tem sido ignorado pelos movimentos anarquistas majoritariamente brancos. Isto é um erro tanto estratégico, quanto político, que condenou o movimento anarquista fazer um projeto das classes média e alta branca. Felizmente, os povos não-brancos autônomos que são simpáticas ao anarquismo tem falado e exigem serem ouvidos. África, Ásia e América Latina têm visto as pessoas não-brancas oprimidas saírem de seus “lugares” e exigirem autonomia: Autonomia Negra. Este livro foi escrito enquanto eu estava na prisão, num momento em que havia poucas vozes pretas na tendência anarquista. O porto riquenho negro e anarquista, Martin Sostre, que me levantou logo após a CIA e o FBI me capturar na Alemanha (para onde eu tinha fugido), em seguido preso em Nova York em 1969, antes de me extraditarem alguns meses depois para a Geórgia . Ele me ensinou sobre os princípios do anarquismo revolucionário e me disse que havia um enorme potencial para a luta negra nos EUA, África e outros lugares onde as pessoas negras estavam sendo oprimidas.

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Municipalismo libertário, ecologia social e resistências

Municipalismo libertário, ecologia social e resistências

Municipalismo libertário, ecologia social e resistências

Tue, 12 Apr 2022 15:48:10 +0000

Municipalismo libertário, ecologia social e resistências

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O artigo discute as formulações de Murray Bookchin diante do crescente investimento político em torno da questão da ecológica. O

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O artigo discute as formulações de Murray Bookchin diante do crescente investimento político em torno da questão da ecológica. O objetivo do Municipalismo é abrir uma conversação acerca das reduzidas, efêmeras e intermitentes práticas de resistência numa era em que os controles biopolíticos vêm cedendo espaço para conformação de controles da vida do planeta como ecopolítica. Como se movem as resistências diante dessas novas conformações das práticas de governo e das próprias resistências?

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Paul Robin

Paul Robin

Paul Robin

Tue, 12 Apr 2022 11:40:54 +0000

Paul Robin

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Paul Robin (Toulon, 3 de abril de 1837 – Paris, 31 de agosto de 1912) foi um pedagogo e pedagogista francês, representante da vertente…

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Paul Robin (Toulon, 3 de abril de 1837 – Paris, 31 de agosto de 1912) foi um pedagogo e pedagogista francês, representante da vertente conhecida como Pedagogia libertária, criador do ensino integral.

Nasceu a 3 de abril de 1837, em Toulon, distrito francês. Oriundo de uma família católica de classe media. Trabalhou como professor durante a década de 60 do Século XIX, participando da então formada Primeira Associação Internacional dos Trabalhadores. Intercedeu em favor de Mikhail Bakunin frente as desavenças ideológicas com os seguidores de Karl Marx em conferencias realizadas em Bruxelas, Paris, Londres e Genebra. É expulso da Internacional junto com outros anarquistas. Na Suíça, participa como colaborador do Seminário L’Egalité até a data de Janeiro de 1870. Na década seguinte, passa a trabalhar no Orfanato de Cempuis, onde leciona suas teorias educacionais. Funda no ano de 1896, a Liga de regeneração humana, de fortemente influenciada pela Teoria populacional neomalthusiana e que terá uma existência conturbada devido a embates ideológicos de seus membros. Comete suicídio no ano de 1912.

Idealizador do projeto pedagógico conhecido por ensino integrado, o educador pertence a corrente libertária da pedagogia moderna que preconiza a Educação como transformadora social. Seu racionalismo pedagógico, de caráter positivista, exercido durante os anos em que lecionou no Orfanato Cempuis, ensejava uma perspectiva proposta de Educação integral. Defensor da Teoria populacional neomalthusiana, procurou controlar os altos índices de natalidade da classe operária aplicando método contraceptivos aprendidos durante sua estadia na Inglaterra. O pedagogo espanhol Francisco Ferrer seria fortemente influenciado na criação de seu modelo de ensino racional e posterior fundação da primeira Escola Moderna em Barcelona no ano de 1906.

Influenciou: Francesco Ferrer, pedagogo libertário espanhol.

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Livro – Olhares Feministas em PDF

Livro – Olhares Feministas em PDF

Livro – Olhares Feministas em PDF

Thu, 07 Apr 2022 10:59:48 +0000

Livro – Olhares Feministas em PDF

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Livro – Olhares Feministas em PDF. Transformar a educação e suas instituições em um canal de transformação da sociedade é um desafio

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Transformar a educação e suas instituições em um canal de transformação da sociedade é um desafio que se impõe a todos os povos e nações contemporâneas interessadas em promover a diversidade e a justiça social. Para isso, é preciso fazer do ambiente de educação – seja ele a escola, a universidade ou as organizações responsáveis por sua gestão – o lugar em que essa transformação é gestada e disseminada. Ao mesmo tempo, há que se ampliar e fazer circular o debate e a produção de conhecimentos sobre racismo, homofobia e sexismo, sobre o preconceito intergeracional, regional e cultural, e sobre as diferentes formas de discriminação e intolerância. O livro Olhares Feministas  é um passo importante para o enfrentamento da questão de gênero dentro da escola e a partir dela. Reúne vinte artigos sobre estudos feministas e de gênero publicados nos últimos 20 anos em re-vistas nacionais ligadas a universidades brasileiras. Esses artigos foram crite-riosamente selecionados pelas professoras Hildete Pereira de Melo, Adriana Piscitelli, Sonia Weidner Maluf e Vera Lucia Puga de Sousa, às quais, em nome do Ministério da Educação e da Unesco, agradeço pela generosidade e parabenizo pela qualidade do trabalho realizado. O objetivo é levar aos atores da educação – professores, técnicos, gestores e demais educadores – e à sociedade questões relacionadas ao preconceito contra as mulheres que vêm sendo discutidas nos espaços acadêmicos, a fim deque esses educadores possam enfrentá-las nos ambientes escolares, em diálogo com toda a comunidade e com o movimento feminista. Esperamos, com isso, que a luta das mulheres pela ampliação de sua cidadania seja melhor compreendida, aprofundada e debatida nos ambientes de educação e ensino, especialmente no que diz respeito à construção das representações dos papéis femininos e masculinos e suas relações com outros tipos de discriminação.
Ricardo Henriques – Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação

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Breve histórico do Movimento feminista no Brasil!

Breve histórico do Movimento feminista no Brasil!

Breve histórico do Movimento feminista no Brasil!

Tue, 05 Apr 2022 15:37:41 +0000

Breve histórico do Movimento feminista no Brasil!

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O movimento feminista brasileiro, mesmo sendo pequeno em termos de visibilidadesocial, contribuiu de maneira fundamental para a reversão das desigualdades

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O movimento feminista brasileiro, mesmo sendo pequeno em termos de visibilidadesocial, contribuiu de maneira fundamental para a reversão das desigualdades de gênerono país e, apesar de a conexão não ser tão estreita, existe uma relação entre a históriadas lutas das mulheres e os processos de mudanças econômicas e sociais que ocorreram no Brasil. As conquistas foram parciais e progressivas. Pequenas vitórias foram se avolumando no tempo mas as dificuldades não impediram seu desenvolvimento, mesmo que não linear. Para entender a importância dessa contribuição, além de conhecer a história geral do país, é preciso compreender como as mulheres romperam com a tradição cultural que lhes impôs, durante a maior parte da história brasileira, uma divisão sexual do trabalho que, de modo geral, lhes reservava as atividades domésticas e de reprodução (privadas), e aos homens as atividades extradomésticas e produtivas (públicas). Os altos índices de mortalidade materna e infantil, reduzia a expectativa de vida da população. Em consequência, a sociedade se organizava para manter altas taxas de fecundidade. As mulheres, em média, tinham um grande número de gestações durante o período reprodutivo, o que as mantinha “presas” às atividades de criação dos filhos e aos afazeres domésticos. Além disso, durante o período colonial, as mulheres brasileiras viveram em condições adversas, vítimas dos estereótipos de gênero. As negras (comexceção das alforriadas) eram escravas e, portanto, não tinham de nenhum direito. E as demais, mesmo gozando de liberdade e de direitos abstratos, viviam em isolamento relativo e tinham severas restrições quanto ao acesso à escola e ao trabalho extradoméstico, pois além de a oferta de vagas ser pequena, a cultura sexista e patriarcal designava aos homens o papel de provedores, cabendo-lhes as melhores oportunidades educacionais e de trabalho remunerado.

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Elisee Reclus e o circulo de geógrafos anarquistas (1872 – 1890)

Elisee Reclus e o circulo de geógrafos anarquistas (1872 – 1890)

Elisee Reclus e o circulo de geógrafos anarquistas (1872 – 1890)

Tue, 29 Mar 2022 10:49:55 +0000

Elisee Reclus e o circulo de geógrafos anarquistas (1872 – 1890)

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Elisee Reclus e o circulo de geógrafos anarquistas (1872 – 1890). O objetivo principal desse trabalho é fazer breve percurso pela vida e…

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O objetivo principal desse trabalho é fazer breve percurso pela vida e obra do geógrafo francês Élisée Reclus, entre os anos de 1872 a 1889, com a intensão de demonstrar seu envolvimento com o movimento anarquista e como o mesmo buscou aproximar essa teoria das liberdades com o pensamento geográfico. A aproximação entre geografia e anarquismo ocorreu devido ao vínculo estabelecido entre Reclus e demais personagens anarquistas de sua época constituindo um círculo de estudos em torno da geografia e do anarquismo comunista.

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Buscar a Transformação Social? – Posfácio em Júnior Bellé, “Balaclavas e os Profetas do Caos: manufatura libertária vs indústria da rebeldia”, 2009.

Buscar a Transformação Social? – Posfácio em Júnior Bellé, “Balaclavas e os Profetas do Caos: manufatura libertária vs indústria da rebeldia”, 2009.

Buscar a Transformação Social? – Posfácio em Júnior Bellé, “Balaclavas e os Profetas do Caos: manufatura libertária vs indústria da rebeldia”, 2009.

Thu, 24 Mar 2022 15:54:38 +0000

Buscar a Transformação Social? – Posfácio em Júnior Bellé, “Balaclavas e os Profetas do Caos: manufatura libertária vs indústria da rebeldia”, 2009.

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Este artigo foi escrito como posfácio do livro Balaclavas e os Profetas do Caos: manufatura libertária vs indústria da rebeldia,

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Este artigo foi escrito como posfácio do livro Balaclavas e os Profetas do Caos: manufatura libertária vs indústria da rebeldia, de Júnior Bellé. O livro, que pode ser lidona internet em http://www.mediafire.com/download.php?bnxhyya6m0h e que será publicado em breve, apresenta um relato jornalístico de uma série de experiências do amplo universo libertário brasileiro, a partir de uma perspectiva individualista. A mudança de posição do autor não o fez desacreditar na publicação do livro. Primeiro, pelas qualidades jornalístico-literárias da obra, que realmente são grandes e pelo seu caráter de registro histórico. Depois, a partir do ponto de vista político, o autor achou que este relato de diversas experiências, cujos realizadores reivindicam-se libertários ou anarquistas, poderia ser relevante para uma noção das próprias contradições que trazem em seu bojo. No entanto, isso somente não bastava, já que o livro está imbuídode elogios, críticas e colocações que são feitos a partir da visão de um individualista. Com o objetivo de proporcionar uma leitura crítica aos leitores, o autor pediu a um companheiro que fizesse um prefácio, que depois se transformou em posfácio, fazendo uma crítica da maioria das posições contidas no livro e reafirmando suas posições de um anarquismo social, voltado para a transformação revolucionária da sociedade. O artigo que se publica agora é este posfácio que, além dos objetivos propostos pelo autor, faz uma autocrítica em relação ao que foi, no Brasil, o movimento de resistência global, ou “antiglobalização”.

“O anarquismo não pode continuar aprisionado nos limites de um pensamento marginal e reivindicado unicamente por uns poucos grupelhos, em suas ações isoladas. Sua influência natural sobre a mentalidade dos grupos humanos em luta é mais do que evidente. Para que esta influência seja assimilada de modo consciente, ele deve, doravante, se munir de novos meios e iniciar desde já o caminho das práticas sociais.” – Nestor Makhno

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A crítica ausente: a questão urbana na primeira onda do anarquismo!

A crítica ausente: a questão urbana na primeira onda do anarquismo!

A crítica ausente: a questão urbana na primeira onda do anarquismo!

Tue, 22 Mar 2022 16:10:45 +0000

A crítica ausente: a questão urbana na primeira onda do anarquismo!

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Tendo como ponto de partida a leitura e contextualização histórica de obras de Piotr Kropotkin (1842-1921) e Elisée Reclus (1830-1905),

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Tendo como ponto de partida a leitura e contextualização histórica de obras de Piotr Kropotkin (1842-1921) e Elisée Reclus (1830-1905), este artigo pretende sistematizar e avaliar as contribuições destes anarquistas para a arquitetura e o urbanismo, numa
tentativa de resgatar para um público mais amplo, a quem o anarquismo tem
sido frequentemente apresentado como sinônimo de vandalismo e destruição, adiversidade de ideias e práticas anarquistas nestes setores e apontar nesta tradição do pensamento arquitetônico e urbanístico vislumbres e ideias aptas a serem empregues
no enfrentamento a problemas urbanos atuais.

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Epistemologia, Método de Análise e Teoria Social em Malatesta

Epistemologia, Método de Análise e Teoria Social em Malatesta

Epistemologia, Método de Análise e Teoria Social em Malatesta

Fri, 18 Mar 2022 20:51:45 +0000

Epistemologia, Método de Análise e Teoria Social em Malatesta

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Epistemologia, Método de Análise e Teoria Social em Malatesta. Este artigo apresenta contribuições do anarquista Errico Malatesta…

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Este artigo apresenta contribuições do anarquista Errico Malatesta (1853-1932) ao campo da epistemologia, dos métodos de análise e das teorias sociais. Depois de uma introdução com elementos biográficos do autor, o texto avança para três temas fundamentais: a distinção entre as categorias ciência e doutrina/ideologia, a ciência na sociedade, elementos teórico-metodológicos para a análise social. Em relação ao primeiro tema, Malatesta propõe distinguir as categorias ciência e doutrina/ideologia, visando potencializar tanto a análise da sociedade quanto a intervenção sobre ela, conciliando teoria e prática. Em relação ao segundo, o autor contribui com a diferenciação entre as ciências naturais e sociais e também com a postura que sugere ser adotada para o conhecimento da realidade social, priorizando a abertura em relação aos métodos e às teorias e assumindo o conhecimento parcial e fragmentário que se origina nesse campo. Em relação ao terceiro, Malatesta sustenta posições relevantes, dentre as quais se encontram: a crítica ao evolucionismo, ao fatalismo e ao determinismo; a crítica às análises de base metafísica e teológica; a compreensão da socialização como um processo de relação interdependente entre indivíduo e sociedade; a tentativa de conciliar as análises abarcando as três esferas sociais, desde uma perspectiva de interdependência, propondo o abandono da dicotomia materialismo-idealismo e conciliando estrutura social e ação humana; a caracterização da sociedade como resultado dinâmico de conflitos entre forças sociais, apontando para uma compreensão multicausal dos fenômenos sociais; a caracterização da sociedade contemporânea como um sistema de dominação nas três esferas, sendo as classes sociais um de seus traços centrais, as quais se definem também em acordo com a noção de interdependência das esferas.

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KROPOTKIN – a história intelectual de um anarquista revolucionário

KROPOTKIN – a história intelectual de um anarquista revolucionário

KROPOTKIN – a história intelectual de um anarquista revolucionário

Fri, 18 Mar 2022 20:45:00 +0000

KROPOTKIN – a história intelectual de um anarquista revolucionário

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KROPOTKIN – a história intelectual de um anarquista revolucionário. Piotr Kropotkin, nascido na segunda metade do século XIX…

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Piotr Kropotkin, nascido na segunda metade do século XIX, é um dos expoentes da teoria anarco-comunista. O objetivo deste artigo é resgatar a história intelectual e perceber a importância e oalcance do pensamento do autor, preenchendo assim uma lacuna no mundo acadêmico quenegligenciou as teses de autores anarquistas.

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Guerra Civil Espanhola: Coletivização e anarquismo na Catalunha entre 1936 e 1939

Guerra Civil Espanhola: Coletivização e anarquismo na Catalunha entre 1936 e 1939

Guerra Civil Espanhola: Coletivização e anarquismo na Catalunha entre 1936 e 1939

Thu, 17 Mar 2022 15:18:51 +0000

Guerra Civil Espanhola: Coletivização e anarquismo na Catalunha entre 1936 e 1939

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Tendo como referência a Guerra Civil Espanhola, esse artigo elaborauma revisão histórica sobre as origens e princípios do anarquismo na

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Tendo como referência a Guerra Civil Espanhola, esse artigo elaborauma revisão histórica sobre as origens e princípios do anarquismo na Espanha, relacionando-a a um projeto político e ideológico, além de destacar o conceito de coletivização. Algumas palavras sobre o anarquismo na Espanha. Antes de pensarmos sobre a questão do anarquismo na Espanha, temos que ter em mente o fato de que a população espanhola vivia predominantemente do meio rural e a sociedade era dominada durante séculos pela Igreja Católica, no tocante a mentalidade, o imaginário e também no que diz respeito à educação. O ensino proporcionado pela igreja era dogmático, centralizador e excludente, ou seja, destinado a poucos, por isso não é mera coincidência que mais da metade da população espanhola era analfabeta.

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A Domesticação de Stirner: Uma análise das estratégias discursivas da historiografia do Anarquismo

A Domesticação de Stirner: Uma análise das estratégias discursivas da historiografia do Anarquismo

A Domesticação de Stirner: Uma análise das estratégias discursivas da historiografia do Anarquismo

Tue, 15 Mar 2022 15:52:50 +0000

A Domesticação de Stirner: Uma análise das estratégias discursivas da historiografia do Anarquismo

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Este artigo é uma tentativa de análise historiográfica. Servindome de pressupostosteóricos de Michel Foucault, viso descrever e discutir estratégias discursivas

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Este artigo é uma tentativa de análise historiográfica. Servindome de pressupostos
teóricos de Michel Foucault, viso descrever e discutir estratégias discursivas através das quais a historiografia do anarquismo classificou o filósofo Max Stirner como anarquista.

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Educação e anarquia: abolir a escola!

Educação e anarquia: abolir a escola!

Educação e anarquia: abolir a escola!

Sun, 06 Mar 2022 14:35:09 +0000

Educação e anarquia: abolir a escola!

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Educação e anarquia: abolir a escola! anarquistas no Brasil , no começo do século 20, em meio suas lutas que desafiaram a ordem e…

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Os anarquistas no Brasil , no começo do século 20, em meio suas lutas que desafiaram a ordem e possibilitaram experimentações de liberdade, tomaram a educação como maneira de ampliar as forças de combate dos trabalhadores. Criaram diversas escolas de inspiração racionalista, segundo as propostas de Ferrer y Guardía, propiciando a crianças, jovens e adultos maneiras singulares de acesso ao conhecimento vinculadas à atuação nos sindicatos, congressos operários e a uma produção de jornais, fomentando uma cultura do autodidatismo. Os anarquistas não se interessavam apenas no acesso ao conhecimento; sua educação inventava costumes apartados das práticas autoritárias. Hoje, muitas de suas experimentações foram incorporadas no interior de uma escola democrática como maneira de garantir a continuidade da escolarização. O que outrora foi ousadia diante do imobilismo e a da docilidade, tornou-se astúcia das novas tecnologias de poder que vêem na democracia a profilática forma de salvar instituições disciplinares. Ocorre um redimensionamento do controle por meio de soluções democráticas capazes de incluir qualquer manifestação de resistência. Hoje, a atitude anarquista em educação volta-se para abolição da escola e da conduta de cidadãos escolarizados pelo rotineiro exercício da democracia.
Texto originalmente publicado como “Desobediências e disciplinas”, capítulo IV do livro Anarquismos &Educação.
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A escola passou por diversas reformas, e tornou-se o espaço obrigatório onde acriança e o jovem permanecem cada vez mais. Alguns, em renomados colégios, seminários, escolas de ponta; os demais, em escolas estatais, recolhimentos provisórios, internatos, cursos rápidos de alfabetização, inclusão e normalização escolar. Educando para governar e ser governado, a escola estatal ou privada, desempenha seu papel de formadora moral para a obediência escorada em parâmetros humanistas, técnicos e disciplinares necessários para orquestrar cidadãos e trabalhadores, segundo a administração dos endividamentos, a circulação eletrônica de produtos, num planeta que tende à universalização capitalista, democrática e transterritorial. Esta nova configuração redimensiona a escola disciplinar, que funcionou de maneira análoga no capitalismo e no socialismo, cultivando seus operários e administradores. A escola, como a fábrica, o banco, as instituições militares e policiais regravam-se, segundo as suas direções, mais ou menos centralizadas e o funcionamento das vigilâncias e punições pela hierarquia. Em nome da igualdade socialista a ser alcançada, a escola se uniformizou e militarizou, ignorando as diversas sugestões anarquistas. No capitalismo, por sua vez, em nome da liberdade democrática, uma escola pluralista se sedimentou, aproveitando-se das experimentações libertárias. Em ambos os regimes, as práticas anarquistas em educação lidam com dois problemas. No capitalismo, o anarquista deve estar atento para as maneiras pelas quais suas invenções de liberdade acabam capturadas pela escola democrática. No socialismo — como a revolução social depende do resultado do combate pela direção do movimento das forças mais ou menos afins —, sob o governo centralizado, a escola para emancipação humana se tornou mais ou menos autoritária, como em qualquer regime político. Ainda no campo da revolução social, sob a perspectiva anarquista da abolição do Estado, deixar a escola libertária para depois da revolução é abdicar da invenção de novas práticas de liberdades.

Educação e anarquia: abolir a escola!

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Feminismo Anarquista e Interseccionalidade: Etnografiada Marchas das Vagias de Florianópolis/SC em 2014

Feminismo Anarquista e Interseccionalidade: Etnografiada Marchas das Vagias de Florianópolis/SC em 2014

Feminismo Anarquista e Interseccionalidade: Etnografiada Marchas das Vagias de Florianópolis/SC em 2014

Thu, 03 Mar 2022 18:51:27 +0000

Feminismo Anarquista e Interseccionalidade: Etnografiada Marchas das Vagias de Florianópolis/SC em 2014

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Feminismo Anarquista e Interseccionalidade: Etnografiada Marchas das Vagias de Floriuanópolis/SC em 2014. A primeira Slut Walk…

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A primeira Slut Walk , como foi chamada no inglês a Marcha das Vadias, ocorreu no ano de 2011 na cidade de Toronto no Canadá em decorrência de declarações de um policial acerca dos abusos sexuais ocorridos na universidade. Este afirmou que se as mulheres não quisessem mais ser estupradas deveriam deixar de vestirem-se como vadias. Em função da propagação na internet  a Marcha ganhou enorme proporção, tomando as ruas de diversas cidades do mundo e do Brasil. Em Florianópolis ela já ocorreu em quatro anos consecutivos, 2011, 2012, 2013 e 2014. Apesar de ocorrer em diversas cidades do mundo inteiro e ter algumas palavras de ordem em comum, as Marchas têm suas especificações em cada local. Em Florianópolis nota-se, através da observação das mensagens nos cartazes e corpos e de símbolos em camisetas, uma grande influência do pensamento anarcafeminista. Mas de que anarcafeminismo estaríamos falando? Seria exatamente uma cópia do pensamento de mulheres anarquistas de atuação no final do século XIX e início do século XX ou haveria alguma particularidade contemporânea? O que levaria mulheres tão distintas a se auto afirmarem feministas anarquistas? Com base em textos de Emma Goldman, importante anarquista feminista de origem lituana e atuação nos Estados Unidos no século XX, na experiência do grupo anarcafeminista Mujeres Libres na Espanha, nos estudos atuais sobre interseccionalidade, na perspectiva anarquista interseccional e nas observações participantes nas reuniões organizativas da Marcha das Vadias de Florianópolis de 2014e no ato que ocorreu no dia 24 de maio de 2014, este artigo pretende analisar como se dá a influência desses pensamentos no movimento da Marcha das Vadias na cidade de Florianópolis.

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A Classe operária vai à escola: Trabalhadores e Escola Pública no Brasil na primeira república (1889-1930)

A Classe operária vai à escola: Trabalhadores e Escola Pública no Brasil na primeira república (1889-1930)

A Classe operária vai à escola: Trabalhadores e Escola Pública no Brasil na primeira república (1889-1930)

Tue, 01 Mar 2022 12:32:01 +0000

A Classe operária vai à escola: Trabalhadores e Escola Pública no Brasil na primeira república (1889-1930)

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O presente texto consiste em nosso trabalho de conclusão de curso (TCC) do curso de Serviço Social. Nele, buscamos analisar,

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O presente texto consiste em nosso trabalho de conclusão de curso (TCC) do curso de Serviço Social. Nele, buscamos analisar, a partir de levantamento bibliográfico, o debate acadêmico acerca da inserção da classe trabalhadora na escola pública no Brasil, durante a Primeira República (1889-1930). Partimos da constatação da centralidade da educação na dinâmica da vida social, isto é, a educação exerce função privilegiada de criar indivíduos a partir das características de um modo de produção e das ideais dominantes de uma época. Entretanto, exatamente por essa posição estratégica que a educação possui na sociedade, ela é então um campo de batalha de concepções de mundo, de projetos societários polarizados. A escola pública, instituição pensada para democratizar a educação, não era inicialmente uma demanda da classe trabalhadora. Foi criada por reformadores sociais burgueses da França revolucionária com o objetivo de formar cidadãos para a República. Isso gerou uma revolta das classes subalternas, que viam na instituição escolar uma invasão do Estado em algo que era particular: a educação era da ordem doméstica, familiar. Dessa forma, o trabalho foi divido em três capítulos: o primeiro reconstituiu o histórico da formação da classe trabalhadora e do capitalismo; o segundo abordou a formação sócio histórica dos trabalhadores no Brasil e o terceiro discorreu sobre as relações entre a escola pública e classes subalternas durante a Primeira República (1889-1930). Dentre os principais resultados destacamos que o ideário republicano e positivista de evolução da sociedade por via da escolarização não ocorreu, visto não ter encontrado eco nas ações do Estado oligárquico brasileiro. Dessa forma, as propostas do movimento operário para a educação, principalmente nas suas vanguardas anarquista e comunista, que tampouco foram atendidas, permanecem atuais para o conjunto dos trabalhadores.

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Anarquistas Russos Sobre a Invasão da Ucrânia

Anarquistas Russos Sobre a Invasão da Ucrânia

Anarquistas Russos Sobre a Invasão da Ucrânia

Mon, 28 Feb 2022 13:38:37 +0000

Anarquistas Russos Sobre a Invasão da Ucrânia

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Anarquistas Russos Sobre a Invasão da Ucrânia. À medida que a invasão russa da Ucrânia prossegue, anarquistas em toda a Rússia continuam…

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À medida que a invasão russa da Ucrânia prossegue, anarquistas em toda a Rússia continuam a se mobilizar em protesto, juntando-se a milhares de outros russos. Aqui, publicamos duas declarações de projetos anarquistas russos veteranos que oferecem alguma análise da situação dentro da Rússia e como a invasão da Ucrânia pode mudá-la.

Os protestos estão marcados na Rússia para amanhã (domingo, 27 de fevereiro). Ainda estamos aguardando um relatos de nossos contatos na Ucrânia, que publicaremos quando chegar.

A própria Rússia tornou-se um campo de batalha da informação no curso da invasão. O governo russo tentou bloquear o acesso ao Twitter para que pessoas russas não vejam o que está acontecendo na Ucrânia ou, nesse caso, em outros lugares da Rússia. Do outro lado das barricadas, o site do Kremlin foi hackeado. As ações do povo russo podem determinar o que acontecerá na Ucrânia a longo prazo: seja decidindo apoiar essa invasão e pagando um alto custo, ou se opondo à agenda de Putin e assumindo um grande risco para si.

“A paz é um privilégio reservado para aqueles que podem se dar ao luxo de não lutar nas guerras que eles criam – aos olhos dos insanos, somos apenas figuras em um gráfico, somos apenas barreiras em seu caminho para a dominação mundial.”

-Tragedy, “Eyes of Madness”

As ações de solidariedade continuaram hoje na Alemanha, Suíça e em outras partes do mundo:

Anarquistas Russos Sobre a Invasão da Ucrânia

Posição do grupo Militant Anarchist Sobre o Ataque da Rússia à Ucrânia

A seguinte declaração apareceu ontem no canal do Telegram do Militant Anarchist [Боец Анархист], um coletivo na Rússia cujo nome traduzimos anteriormente como “Anarchist Fighter”.

Nossa posição sobre os eventos que ocorrem na Ucrânia é claramente evidente em nossos posts anteriores. No entanto, achamos necessário expressá-lo explicitamente, para que nada fique por dizer.

Nós, do coletivo do Anarchist Fighter, não somos de forma alguma fãs do estado ucraniano. Sempre o criticamos e apoiamos a oposição a ele no passado, e também fomos a causa da repressão em larga escala contra a operadora VirtualSim, feita pelos serviços de segurança ucranianos na tentativa de nos combater.1

E definitivamente voltaremos a essa política no futuro, quando a ameaça de conquista russa recuar. Todos os estados são campos de concentração.

► O processo da revolução Russa

Mas o que está acontecendo agora na Ucrânia vai além dessa fórmula simples e do princípio de que todo anarquista deve lutar pela derrota de seu país na guerra.

Porque não se trata simplesmente de uma guerra entre dois poderes mais ou menos iguais sobre a redistribuição das esferas de influência do capital, na qual se poderia aplicar o axioma de Eskobar.2

O que está acontecendo na Ucrânia agora é um ato de agressão imperialista: uma agressão que, se bem-sucedida, levará a um declínio da liberdade em todos os lugares – na Ucrânia, na Rússia e possivelmente em outros países também. E também aumentará a probabilidade de que a guerra continue e se transforme em uma guerra global.

Por que esse é o caso na Ucrânia é óbvio, no que nos diz respeito. Mas na Rússia, uma pequena guerra vitoriosa (assim como sanções externas) dará ao regime o que ele atualmente carece. Isso lhes dará carta branca para qualquer ação, devido à escalada patriótica que ocorrerá entre parte da população. E eles serão capazes de culpar as sanções e a guerra por quaisquer problemas econômicos.

A derrota da Rússia, na situação atual, aumentará a probabilidade de as pessoas acordarem, da mesma forma que ocorreu em 1905 [quando a derrota militar da Rússia pelo Japão levou a um levante na Rússia], ou em 1917 [quando os problemas da Rússia no Primeira Guerra Mundial levou à Revolução Russa] – abrindo os olhos para o que está acontecendo no país.

Quanto à Ucrânia, sua vitória também abrirá caminho para o fortalecimento da democracia de base – afinal, se for alcançada, será apenas por meio da auto-organização popular, assistência mútua e resistência coletiva. .Estas devem ser a resposta aos desafios que a guerra lança à sociedade..

Além disso, as estruturas criadas para essa auto-organização de base não irão embora quando a guerra terminar.

É claro que a vitória não resolverá os problemas da sociedade ucraniana – eles terão que ser resolvidos aproveitando as oportunidades que se abrirão para a consolidação da sociedade na instabilidade do regime que vem após essas convulsões. No entanto, a derrota não apenas falhará em resolvê-los, mas irá exacerbá-los muitas vezes.

Embora todas essas sejam razões importantes para nossa decisão de apoiar a Ucrânia neste conflito, vamos chamá-las de razões geopolíticas. Mas eles não são nem mesmo os principais motivos. As razões mais importantes são morais internas: porque a simples verdade é que a Rússia é o agressor, que segue uma política abertamente fascista. Chamam paz de guerra. A Rússia mente e mata.

Por causa de suas ações agressivas, as pessoas estão morrendo e sofrendo em ambos os lados do conflito. Sim, mesmo aqueles soldados que agora estão sendo empurrados para o moedor de carne da guerra (sem contar aqueles bastardos para quem “a guerra é a mãe natureza”, que, em nossa opinião, nem são pessoas). E isso continuará até que sejam interrompidos.

► 100 anos da revolução russa: ensinamentos da atuação dos anarquistas

Portanto, pedimos a todos que lêem isso, que não são insensíveis, que mostrem solidariedade ao povo ucraniano (não ao estado!!!) e apoiem sua luta pela liberdade contra a tirania de Putin.

Cabe a nós viver em tempos históricos. Vamos fazer com que esta página da história não seja vergonhosa, mas da qual possamos nos orgulhar.

Liberdade para os povos do mundo! Paz ao povo da Ucrânia! Não à agressão de Putin! Não à guerra!

Manifestantes antiguerra marcham com uma faixa em Moscou. Anarquistas marcharam repetidamente com esta faixa na noite de 24 de fevereiro. Segundo relatos, mesmo depois que a polícia dispersou a manifestação principal, fazendo muitas prisões, anarquistas se reagruparam e marcharam novamente até que a polícia os acusou e prendeu. A coragem que os manifestantes demonstraram na Rússia é inspiradora.

O Crepúsculo Antes do Amanhecer

O texto a seguir apareceu hoje como um podcast em russo no site da Autonomous Action.

Guerra

Na manhã de quinta-feira, Putin lançou a maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Ele se esconde atrás dos supostos interesses da parte separatista de Donbas, embora o DPR e o LPR estivessem absolutamente satisfeitos com o reconhecimento de seu estado, a entrada oficial do exército russo e os prometidos um trilhão e meio de rublos. Lembramos de que, por muitos meses, o custo do aluguel e os preços dos alimentos na própria Rússia vêm crescendo a cada dia.

► As Matanças de Anarquistas na Revolução Russa Juan Manuel Ferrario

O Kremlin fez exigências absurdas às autoridades de Kiev – vamos começar pela “desnazificação”. É verdade que, graças à sua participação ativa nos protestos de Maidan em 2014, a ultradireita ucraniana garantiu uma posição descomunal na política e nas instituições policiais. Mas em todas as eleições na Ucrânia desde 2014, eles não ganharam mais do que alguns pontos percentuais dos votos. O presidente da Ucrânia é judeu. O problema da ultradireita ucraniana deve ser resolvido, mas não pode ser resolvido com tanques russos. As outras acusações do Kremlin contra a Ucrânia – sobre corrupção, manipulação eleitoral e tribunais desonestos – fariam mais sentido se fossem voltadas para dentro da própria Rússia. Agora, as tropas russas são, no sentido pleno da palavra, ocupantes de uma terra estrangeira – não importa o quanto isso contradiz as expectativas de todos que cresceram com histórias sobre a Grande Guerra Patriótica.

A Rússia se viu em isolamento internacional. [O presidente turco Recep Tayyip] Erdoğan, [secretário-geral do Partido Comunista Chinês] Xi Jinping, e até mesmo o Talibã estão pedindo a Putin que pare as hostilidades. A Europa e os Estados Unidos impõem novas sanções contra a Rússia todos os dias.

Enquanto preparamos este texto, o terceiro dia da guerra está chegando. O exército russo tem uma clara superioridade sobre o ucraniano, mas a guerra não parece estar indo exatamente de acordo com o plano de Putin. Aparentemente, ele contava com a vitória em um ou dois dias com pouca ou nenhuma resistência, mas tem havido sérios combates em todo o território da Ucrânia.

Os russos e o mundo inteiro agora estão assistindo a vídeos mostrando bombas atingindo prédios residenciais, um carro blindado atropelando um idoso em seu carro, cadáveres e tiros.

O Roskomnadzor [Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa do governo russo] ainda está tentando ameaçar toda a internet, exigindo “Não chame isso de guerra, mas de operação especial”. Mas poucas pessoas as levam mais a sério. Enquanto a internet na Rússia não estiver completamente desligada, haverá bastante fonte de informação. Por precaução, mais uma vez, recomendamos configurar o Tor com pontesVPN, e Psiphon o quanto antes.

Os efeitos das sanções e da guerra estão apenas começando a ser sentidos pelos russos: a maioria dos caixas eletrônicos de Moscou estava sem papel-moeda na sexta-feira. Por quê? Porque no dia anterior, as pessoas pegaram 111 bilhões de rublos dos bancos: na verdade, todas as suas economias. O mercado imobiliário entrou em colapso e a construção de edifícios residenciais é o ramo mais importante da economia russa. A indústria automotiva estrangeira está gradualmente deixando de enviar carros para a Rússia. As taxas de câmbio do dólar e do euro são artificialmente limitadas pelo Banco Central. As ações de todas as empresas russas caíram severamente. Todo mundo entende que só vai piorar.

A tropa de choque russa prende um manifestante cuja máscara diz “Não à guerra”.

Só Putin Precisa Disso

A reação russa à guerra na Ucrânia é completamente diferente do que aconteceu aqui em 2014 [quando a Rússia tomou a Crimeia após a revolução ucraniana]. Muitas pessoas, incluindo celebridades que trabalharam para o governo, estão exigindo o fim imediato da guerra. A remoção de Ivan Urgant, a principal estrela da TV russa, do ar é digna de nota.

► Revolução Russa: passado e presente (2017)

A grande maioria daqueles que ainda apoiam Putin também são contra a guerra. O defensor médio de Putin agora pensa que tudo foi calculado, a guerra não se arrastará por muito tempo, a economia russa sobreviverá. Porque sim, não é fácil conviver com o entendimento de que seu país é governado por um demente – por Dom Quixote com um exército de um milhão, um dos mais fortes do mundo, Dom Quixote com uma arma nuclear capaz de destruir toda humanidade. É difícil perceber que, tendo lido cientistas políticos e filósofos de segunda categoria, ele queira bombardear um país irmão vizinho e destruir a própria economia.

Divertindo-se com o poder ilimitado, Putin gradualmente se afastou da realidade: há histórias sobre quarentenas de duas semanas para mortais comuns que precisam se encontrar com o presidente russo por algum motivo, e mesas de tamanho gigantesco em que Putin recebe seus ministros e chefes de outros estados.

Putin sempre foi um político que equilibra os interesses das forças de segurança e dos oligarcas. Agora, o presidente deixou esse papel, tendo feito uma jornada independente pelo mar sem limites da senilidade. Estamos prontos para apostar uma garrafa do melhor uísque que, em um futuro próximo, o Sr. Presidente poderá experimentar um golpe de seu próprio círculo íntimo.

A Rússia pode chegar ao ano de 2023 com algum outro sistema de poder e um caráter diferente no Kremlin. O que futuro é desconhecido. Mas, por agora, este é o crepúsculo antes do amanhecer.

► Intelectuais Dissidentes na Revolução Russa

Enquanto isso, estão ocorrendo protestos contra a guerra na Rússia. Anarquistas participam deles em Moscou, São Petersburgo, Kazan, Perm, Irkutsk, Yekaterinburg e outras cidades. Na Rússia, é extremamente difícil organizar protestos de rua; há inúmeros de termos administrativos e criminais, para não mencionar a boa e velha violência policial. Mas as pessoas estão saindo do mesmo jeito. Milhares já foram detidas, mas os protestos continuam. A Rússia é contra esta guerra e contra Putin! Saia — quando e onde achar melhor. Junte-se a amigos e pessoas que pensam como você. As redes sociais estão sugerindo domingo às 16h como hora de uma ação geral de protesto. Este dia e hora não é pior do que qualquer outro. Baixe folhetos anti-guerra para distribuição e postagem em nosso site e redes sociais!

Panfletos russos se opõem à invasão, dizendo “Você paga pela guerra de Putin – impostos, fronteiras fechadas, pobreza, bloqueios de serviços, vácuo de informações – não à guerra!” e “Não à invasão militar da Ucrânia: paz ao povo, guerra aos senhores.”

Enquanto isso, anarquistas ucranianos estão se unindo na defesa territorial de suas cidades. Agora é mais difícil para eles do que para as pessoas na Rússia, mas esta é a mesma defesa. Esta é a defesa da liberdade contra a ditadura, da vontade contra a servidão, de pessoas normais contra presidentes dementes.

► O impacto da Revolução Russa no movimento anarquista uruguaio (1917-1921)

Para Suas Ovelhas

Se Putin de repente voltar a si por algum milagre, e a guerra terminar um dia desses, estamos prontos para “voltar a ser ovelhas”, como dizem os franceses? É provável que sejamos expulsos do Conselho da Europa. Assim, os russos perderão a oportunidade de recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e, em breve, o Kremlin restaurará a pena de morte.

Por enquanto, voltaremos ao noticiário no espírito de todos os anos recentes: neste momento, a Duma do Estado [um órgão legislativo da assembleia governante da Rússia] está adotando uma lei segundo a qual um recruta militar deve ir ele mesmo ao escritório de alistamento das forças armadas em vez de esperar por uma convocação. Putin também aumentou recentemente os salários da polícia. E a promotoria, em recurso, exige o aumento da pena do anarquista de Kansk, Nikita Uvarov, condenado no famoso “caso de terrorismo Minecraft”, de cinco para nove anos.

Você mesmo sabe o que fazer com tudo isso.

Liberdade para os povos! Morte aos impérios!


Polícia escoltando pessoa detida segurando uma placa que dizia “Sou contra a guerra.”

Eskobar was the vocalist of a Ukrainian rock band called Bredor. Long ago, in an interview, he said a famous phrase, which became a meme: “Шо то хуйня, шо это хуйня”—a succinct way to articulate something to the effect of, “When you are forced to choose between two options while lacking any alternative whatsoever, .”

► Revolução Russa de 1917 – Anarquismo

  1. Mais informações sobre o caso disponíveis aquihere↩
  2. Eskobar era o vocalista de uma banda de rock ucraniana chamada Bredor. Há muito tempo, em uma entrevista, ele disse uma frase famosa, que se tornou um meme: “Шо то хуйня, шо это хуйня” – uma maneira sucinta de dizer algo como “Quando você é forçado a escolher entre duas opções enquanto não tem de qualquer alternativa”. â†©

Fonte: https://pt.crimethinc.com/2022/02/27/anarquistas-russos-sobre-a-invasao-da-ucrania-atualizacoes-e-analises

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Guia para fazer sua horta: 500 perguntas e respostas em PDF

Guia para fazer sua horta: 500 perguntas e respostas em PDF

Guia para fazer sua horta: 500 perguntas e respostas em PDF

Sun, 27 Feb 2022 22:25:41 +0000

Guia para fazer sua horta: 500 perguntas e respostas em PDF

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Guia para fazer sua horta: 500 perguntas e respostas em PDF. Com esta obra, todos os interessados em começar uma horta poderão se…

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Título:  Hortas: o produtor pergunta, a Embrapa responde.
Editor(es):  HENZ, G. P.
ALCANTARA, F. A. de
Afiliação:  GILMAR PAULO HENZ, CNPH; FLAVIA APARECIDA DE ALCANTARA, CNPAF.
Ano de publicação:  2009
Referência:  Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica: Embrapa Hortaliças, 2009.
Páginas:  237 p.
Conteúdo:  Com esta obra, todos os interessados em começar uma horta poderão se beneficiar de um rico conjunto de informações escrito por agrônomos experientes e conhecedores dos diversos temas tratados. Várias perguntas foram obtidas a partir das demandas de produtores e da sociedade em geral, por meio das atividades de transferência de tecnologia da Embrapa Hortaliças e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF) ? dias de campo, visitas técnicas, execução de projetos de pesquisa e atendimento a hortas escolares e institucionais ? e das tradicionais consultas e dúvidas recebidas pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão, por cartas, correio eletrônico e telefone, entre outros.
Thesagro:  Horta.
Palavras-chave:  Hortaliças.
Cultivo
Série:  (Coleção 500 perguntas, 500 respostas).
ISBN:  978-85-7383-479-6
Idioma:  pt_BR
Notas:  Projeto Minibibliotecas.
Tipo do Material:  Livros
Acesso:  openAccess
Aparece nas coleções: Coleções Criar, Plantar, ABC, 500 Perguntas, 500 Respostas Saber (AI-SEDE) / Embrapa Informação Tecnológica (SCT)

Leia também:
► Manual Online ensina como cultivar horta em casa (ou no apê)
► A cidade com hortas comunitárias que oferecem alimentos gratuitos a seus moradores
► Manual em pdf dos remédios tradicionais Yanomami
► Manual do Arquiteto Descalço em pdf
► Permacultura – Sustentabilidade Ecológica

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Anarquia e Cristianismo: Uma Afinidade Eletiva

Anarquia e Cristianismo: Uma Afinidade Eletiva

Anarquia e Cristianismo: Uma Afinidade Eletiva

Tue, 22 Feb 2022 10:15:26 +0000

Anarquia e Cristianismo: Uma Afinidade Eletiva

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Anarquia e Cristianismo: Uma Afinidade Eletiva. Quando falamos de Anarquia e Cristianismo, logo identificamos duas doutrinas antagônicas.

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Quando falamos de Anarquia e Cristianismo, logo identificamos duas doutrinas antagônicas. A primeira é uma doutrina política, libertária e materialista. A segunda, mística, metafísica e dogmática. Porém, ambas se encontram no pensamento de Liev Tolstói, que interpreta o Evangelho de uma forma moralmente radical, livre do caráter sobrenatural das Escrituras, e desenvolve argumentos muito próximos à ideologia anárquica de um Bakunin, de um Proudhon e de um Thoreau. Essa simbiose pode ser explicada através de um conceito presente na sociologia: a Afinidade Eletiva. Entende-
se por “Afinidade Eletiva”  um movimento de convergência capaz de se chegar a uma fusão entre duas configurações sociais ou culturais. O termo aqui não é sinônimo de influência ou correlação, mas sim um conceito que nos permite explicar processos de interação irredutíveis à causalidade direta. A expressão é oriunda de alquimistas medievais, mas é Max Webber que a emprega numa perspectiva sociológica para analisar a relação entre a religião e o ethos econômico. O termo já mencionado ganha fundamentação na clássica obra: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Em 1989, o cientista social Michel Löwi lança no Brasil o livro: Redenção e Utopia: O Judaísmo Libertário na Europa Central, que analisa, utilizando-se da “Afinidade Eletiva” para entender a ligação entre, o messianismo e as ideias libertáriasde um grupo de intelectuais judeus que surge, na Europa Central, no fim do século XIX.Um objetivo similar está presente neste trabalho, que estuda o anarquismo contido na forma em que o Evangelho é entendido por Tolstói. Ao se converter, o escritor russo sequer imaginaria que a sua experiência espiritualista o conduzisse ao legítimo anarquismo. Isso só acontece quando a “Não Resistência” passa a ser rigidamente observada por ele. A pesquisa trata de uma temática pouco explorada e se utilizou do método bibliográfico para sua execução. O Reino de Deus Está em Vós é o principal livro analisado, além de outros escritos tolstoianos e também de outros clássicos de notáveis anarquistas. A estrutura do trabalho se dá em três capítulos: O primeiro deles faz uma breve conceituação da doutrina anárquica e em seguida se propõe a correlacionar o pensamento de Bakunin e Proudhon com o do próprio Tolstói. Nele, também é sugerido que antes mesmo de se “converter” ao cristianismo, seus renomados romances já traziam as contestações necessárias para taxá-lo como subversivo.O segundo capítulo aborda o preceito da Não Resistência e a condenação de todo e qualquer tipo de violência. Essa é a razão do anti-estatismo em Tolstói, poiso Estado nada mais é do que o detentor do monopólio legal da violência, e o cristianismo, em sua concepção verdadeira e mais racional, deve destruir o governo. Por fim, o terceiro capítulo: trata da Desobediência Civil, como uma armaeficaz para extirpar o Estado e ver a sociedade totalmente livre da opressão. Nesse ponto, Thoreau e Tolstói são bem próximos: é preciso ignorar o Estado para vê-lo ruir. Não há método de combate mais eficiente que este, pois sua adesão em massa impossibilitaria os governos de deter uma revolução organizada e pacífica.

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A escola vista de dentro: eflúvios de uma pedagogia anarquista

A escola vista de dentro: eflúvios de uma pedagogia anarquista

A escola vista de dentro: eflúvios de uma pedagogia anarquista

Tue, 15 Feb 2022 15:01:11 +0000

A escola vista de dentro: eflúvios de uma pedagogia anarquista

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O objetivo principal deste trabalho é possibilitar a construção de um espaço de diálogo em torno do sentido das recentes

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O objetivo principal deste trabalho é possibilitar a construção de um espaço de diálogo em torno do sentido das recentes estratégias de ocupação das escolas públicas no Brasil, no ano de 2016, e seu vínculo com os princípios da pedagogia anarquista. Contestar a escola de mordaças e a escola do Estado/capital reformista, na buscade construir a escola das liberdades, com autogestão libertária dos espaços de saber, por uma educação da revolta e libertada dos organismos de opressão A estratégia de luta e de resistência dissidente das ocupações nos espaços escolares brasileiros trouxe à tona o debate sobre o saber constituído em um território autônomo. A partir dessa premissa, é possível ver na difusão do saber politicamente engajado o instrumento de enfrentamento dos mecanismos de opressão difundidos pelo Estado, sobre a figura da escola e das políticas de gestão da estrutura de ensino, e pelo capital, cercado pelos interesses financeiros das empresas e organizações sociais preparadas para transformar o sistema de ensino em mercadorias. Os okupas, delineados pela perspectiva da pedagogia anarquista, possibilitaram outro olhar sobre a escola, ou seja, um olhar de dentro e a partir dos sujeitos que nela vivenciam, alunos, professores, gestores, pais e comunidade, destoando da convencional visão difusa dos aparelhos de controle e de gestão.

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Quais foram as principais Revoluções Anarquistas?

Quais foram as principais Revoluções Anarquistas?

Quais foram as principais Revoluções Anarquistas?

Thu, 10 Feb 2022 14:41:26 +0000

Quais foram as principais Revoluções Anarquistas?

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Analisando globalmente a história do anarquismo, pode-se dizer que houve quatro processos revolucionários que tiveram participação determinante dos anarquistas. Foram

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Analisando globalmente a história do anarquismo, pode-se dizer que houve quatro processos revolucionários que tiveram participação determinante dos anarquistas. Foram eles:

A seguir, uma seleção de textos de cada um desses episódios.

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A Educação Integral na Perspectiva Anarquista: Reflexões a partir das Experiências das Escolas Modernas de São Paulo

A Educação Integral na Perspectiva Anarquista: Reflexões a partir das Experiências das Escolas Modernas de São Paulo

A Educação Integral na Perspectiva Anarquista: Reflexões a partir das Experiências das Escolas Modernas de São Paulo

Mon, 07 Feb 2022 23:45:01 +0000

A Educação Integral na Perspectiva Anarquista: Reflexões a partir das Experiências das Escolas Modernas de São Paulo

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A Educação Integral na Perspectiva Anarquista: Reflexões a partir das Experiências das Escolas Modernas de São Paulo. Este trabalho tem…

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Este trabalho tem por objetivo compreender o conceito de educação integral elaborado por educadores anarquistas no final do século XIX e início do século XX. A importância de se compreender educação integral na perspectiva libertária é fundamental para se entender as próprias experiências libertárias, uma vez que é um dos conceitos que fundamenta a pedagogia anarquista e foi revisitado por autores libertários como Tolstói, Ferrer e Sebástien Fauré, que influenciaram as Escolas Modernas de São Paulo no Brasil. Para isso, esta pesquisa foi realizada em visitas a acervos e também uma pesquisa na bibliografia referente ao assunto.

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O ROLÊ FEMINISTA: AUTONOMIA, HORIZONTALIDADE E PRODUÇÃO DE SUJEITO NO CAMPO FEMINISTA CONTEMPORÂNEO

O ROLÊ FEMINISTA: AUTONOMIA, HORIZONTALIDADE E PRODUÇÃO DE SUJEITO NO CAMPO FEMINISTA CONTEMPORÂNEO

O ROLÊ FEMINISTA: AUTONOMIA, HORIZONTALIDADE E PRODUÇÃO DE SUJEITO NO CAMPO FEMINISTA CONTEMPORÂNEO

Mon, 07 Feb 2022 23:36:17 +0000

O ROLÊ FEMINISTA: AUTONOMIA, HORIZONTALIDADE E PRODUÇÃO DE SUJEITO NO CAMPO FEMINISTA CONTEMPORÂNEO

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O ROLÊ FEMINISTA: AUTONOMIA, HORIZONTALIDADE EPRODUÇÃO DE SUJEITO NO CAMPO FEMINISTACONTEMPORÂNEO. Tese apresentada ao Instituto…

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Tese apresentada ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas como parte dos requisitos exigidos para obtenção do título de Doutora em Ciências Sociais.

A presente pesquisa tem como ponto de partida inquietações surgidas a partir do panorama complexo onde se inserem os feminismos hoje. Buscando alargar a compreensão dos movimentos sociais contemporâneos, a tese tem como objetivo investigar a produção de sujeitos políticos a partir do rolê feminista em grandes centros urbanos brasileiros. Assim, são analisadas formas recentes de politização do gênero e da sexualidade, tendo como objeto empírico uma rede informal de ativistas jovens auto-referência da como rolê feminista, cujas relações são orientadas por ideário mais amplo associado à autonomia e horizontalidade. Em linhas gerais, busquei indagar a produção desse sujeito, considerando as (re)configurações do campo feminista, os processos de renovação geracional e a contestação a formatos de participação tidos como institucionalizados. Para tal, considera-se o contexto que se desenrola na virada do milênio, e especialmente no período pós-2010 no país. Se tratando de uma pesquisa de caráter etnográfico, o trabalho de campo consistiu principalmente em seguir as ativistas e, com elas, acompanhar a circulação de sujeitos, objetos, corporalidades e discursos. A maior parte da observação se voltou aos eventos que perfazem o rolê, como feiras de publicações feministas, ocupações de praças e espaços públicos, festivais feministas, lançamentos de livros e fanzines, mostra de vídeo, shows, além de alas ou blocos em manifestações de rua. Ao longo da tese, explorei os significados atribuídos à autonomia, a centralidade do corpo e da experiência em um ativismo de caráter prefigurativo, e as mudanças nos processos de hifenização do sujeito e seus regimes de visibilidade.
Palavras-chave: feminismos; autonomia; horizontalidade; agência; movimentos sociais.

O ROLÊ FEMINISTA: AUTONOMIA, HORIZONTALIDADE EPRODUÇÃO DE SUJEITO NO CAMPO FEMINISTACONTEMPORÂNEO EM PDF

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Dicionário Mulheres do Brasil em PDF

Dicionário Mulheres do Brasil em PDF

Dicionário Mulheres do Brasil em PDF

Mon, 07 Feb 2022 23:28:10 +0000

Dicionário Mulheres do Brasil em PDF

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Dicionário Mulheres do Brasil – Livro em PDF. A presente obra é disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros…

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A presente obra é disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros, com o objetivo de oferecer conteúdo para uso parcial em pesquisas e estudos acadêmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. É expressamente proibida e totalmente repudiável a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente conteúdo.
O Le Livros e seus parceiros disponibilizam conteúdo de domínio publico e propriedade intelectual de forma totalmente gratuita, por acreditar que o conhecimento e a educação devem ser acessíveis e livres a toda e qualquer pessoa. Você pode encontrar mais obras em nosso site: LeLivros.us ou em qualquer um dos sites parceiros apresentados neste link .
“Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível.”

Leia outros Livros Anarquistas

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Anarquismo, Teoria, História – Os estudos do anarquismo e o contexto atual

Anarquismo, Teoria, História – Os estudos do anarquismo e o contexto atual

Anarquismo, Teoria, História – Os estudos do anarquismo e o contexto atual

Thu, 03 Feb 2022 23:14:47 +0000

Anarquismo, Teoria, História – Os estudos do anarquismo e o contexto atual

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Anarquismo, Teoria, História – Os estudos do anarquismo e o contexto atual. Ainda que seja um fenômeno que existe, permanente e globalmente…

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Ainda que seja um fenômeno que existe, permanente e globalmente, há praticamente 15 décadas, e que esteja relacionado à parte significativa das mudanças sociais do mundo contemporâneo, o anarquismo é pouco estudado e, mesmo, pouco conhecido, dentro e fora da academia. A motivação do primeiro estudo acadêmico sobre o anarquismo, realizado por Paul Eltzbacher (2004, p. 3), em 1900, foi a vontade de compreensão científica desse objeto, partindo da constatação sobre a “completa falta de ideias claras sobre o anarquismo”, “não somente entre as massas, mas entre acadêmicos e homens de Estado”. Realizando um levantamento bibliográfico de sua época, de maneira a analisar as definições vigentes desse objeto, o pesquisador constatou, nas distintas fontes encontradas, que:

ora a lei suprema do anarquismo é descrita como uma lei histórica da evolução, ora é a felicidade do indivíduo, ora é a justiça. Ora dizem que o anarquismo culmina na negação de todo programa, que ele possui somente um objetivo negativo; ora, por outro lado, que seu aspecto negativo e destruidor é equilibrado por um aspecto afirmativo e criativo; ora, em conclusão, que o que é original no anarquismo relaciona-se exclusivamente às suas afirmações sobre a sociedade ideal, que sua essência verdadeira e real está em seus esforços positivos. Ora se diz que o anarquismo rejeita o direito, ora que ele rejeita a sociedade, ora que ele rejeita somente o Estado. Ora se declara que, na sociedade futura do anarquismo, não há vínculos contratuais ligando as pessoas; ora, por outro lado, que o anarquismo busca ter todas as questões públicas solucionadas por contratos entre comunas e sociedades federativamente constituídas. Ora se diz que, em geral, o anarquismo rejeita a propriedade, ou pelo menos a propriedade privada; ora se realiza uma distinção entre o anarquismo comunista e individualista, ou mesmo entre o anarquismo comunista, coletivista e individualista. Ora se declara que o anarquismo concebe a sua realização por meio do crime, especialmente por meio de uma revolução violenta e com o auxílio da propaganda pelo fato; ora, por outro lado, que o anarquismo rejeita as táticas violentas e a propaganda pelo fato, ou que esses não são, necessariamente, elementos constitutivos do anarquismo. (Eltzbacher, 2004, pp. 3-4)

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A presença anarquista na américa central segundo suas fontes documentais (1910-1930)

A presença anarquista na américa central segundo suas fontes documentais (1910-1930)

A presença anarquista na américa central segundo suas fontes documentais (1910-1930)

Wed, 02 Feb 2022 23:30:14 +0000

A presença anarquista na américa central segundo suas fontes documentais (1910-1930)

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A presença anarquista na américa central segundo suas fontes documentais (1910-1930).. O anarquismo é uma corrente de pensamento,,,

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O anarquismo é uma corrente de pensamento e ação que busca a substituição do princípio de autoridade como forma de regulação da sociedade, por um sistema regido pela vontade, pela cooperação e pela participação direta das pessoas envolvidas na gestão global da vida social. Para conseguir isso é vital desenvolver um movimento social amplo e generalizado que proponha mecanismos concretos de redistribuição total do poder em um território determinado. Motivar essa transformação, dar uma base social e criar ferramentas políticas para desencadear esse processo revolucionário foram algumas das tarefas práticas do anarquismo no transcurso de sua história.

Sobre as origens sócio-históricas deste movimento, existem distintas interpretações investigativas que se sobrepuseram e foram confundidas desde meados do século XIX, tornando muitas vezes difícil distinguir com clareza as fronteiras próprias do anarquismo como doutrina. Propor esse debate e dar-lhe alguns contornos básicos é imprescindível para todo historiador que queira entrar a fundo nas vicissitudes da investigação social desse movimento desde uma perspectiva dinâmica, internacional e com múltiplos níveis, como será apresentada neste texto. De forma geral, é possível distinguir duas abordagens principais na historiografia do anarquismo, que inclui trabalhos de acadêmicos profissionais, artistas e militantes. A primeira conceitua o anarquismo como um sentimento natural do ser humano de revolta e recusa à dominação, que estaria representado ao longo de toda a história por alguns movimentos e lideranças específicas. Sob essa interpretação, as origens do anarquismo não teriam uma territorialização específica, mas antes seriam uma forma de consciência de protesto que está latente em toda sociedade regida pela autoridade e organizada hierarquicamente. Essa interpretação tem seus antecedentes no livro clássico de Paul Eltzbacher, publicado em 1900, no qual oautor rastreia o anarquismo dentro das expressões de revoltana Grécia, em Roma, na Idade Média e nas seitas gnósticas. Segundo sua argumentação, cada um dos movimentos formaria parte de uma espécie de genealogia ácrata que se transmitiria no inconsciente coletivo popular durante vários séculos na Europa. As antologias documentais que seguemessa perspectiva historiográfica são muitas e se converteramna visão dominante sobre o movimento até a atualidade.

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Jaime Cubero: Uma trajetória de práticas libertárias para a educação e para a vida

Jaime Cubero: Uma trajetória de práticas libertárias para a educação e para a vida

Jaime Cubero: Uma trajetória de práticas libertárias para a educação e para a vida

Wed, 02 Feb 2022 23:18:51 +0000

Jaime Cubero: Uma trajetória de práticas libertárias para a educação e para a vida

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Jaime Cubero: Uma trajetória de práticas libertárias para a educação e para a vida. Esse texto foi elaborado com base no projeto e pesquisa…

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Esse texto foi elaborado com base no projeto e pesquisa de mestrado que propõe re-configurar a trajetória intelectual de Jaime Cubero por concebê-lo como um representante do movimento anarquista que praticava cotidianamente a cultura libertária, isso devido a sua formação intelectual1 autodidata1 que a medida que tomou conhecimento das ideias e atitudes propostas por tal movimento, foi se identificando e incorporando-as. A pesquisa foca nas questões voltadas à educação libertária, a influência que ela gerou na formação intelectual de Jaime Cubero e o quanto a sua prática pedagógica, igualmente libertária, influenciou quem conviveu ou o conheceu como educador. O intuito da apresentação nesse colóquio é, não só apresentar a pesquisa de mestrado que realizo, mas compartilhar os frutos e encontros que têm sido gerados a partir dela. Por isso optei por dividir o texto em dois momentos que, a meu ver, cumprem esse objetivo. Primeiramente compartilho os percursos que conduziram a formulação do projeto e que são de grande incentivo para o caminhar da pesquisa, foram encontros que revelaram o quanto a pesquisa já fazia parte da minha trajetória, mais do que eu poderia imaginar inicialmente. No segundo momento, apresento um pouco de quem foi Jaime Cubero, e porque o considero como um grande educador libertário, como ele contribuiu compartilhando e construindo conhecimento, saberes e experiências.

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Feminismo e anarquismo nos anos 1920: um diálogo entre Rachel de Queiroz e Maria Lacerda de Moura

Feminismo e anarquismo nos anos 1920: um diálogo entre Rachel de Queiroz e Maria Lacerda de Moura

Feminismo e anarquismo nos anos 1920: um diálogo entre Rachel de Queiroz e Maria Lacerda de Moura

Tue, 01 Feb 2022 14:27:23 +0000

Feminismo e anarquismo nos anos 1920: um diálogo entre Rachel de Queiroz e Maria Lacerda de Moura

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Em janeiro de 1927, Rachel de Queiroz acabara de completar dezesseis anos. Desfilava seus cabelos pouco abaixo dos ombros, formado

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Em janeiro de 1927, Rachel de Queiroz acabara de completar dezesseis anos. Desfilava seus cabelos pouco abaixo dos ombros, formado por longos caixos castanho-escuros sobre um rosto redondo e sério de menina moça, recém-saída da Escola Normal.Formara-se aos quinze anos no Colégio Imaculada Conceição, onde já escrevera alguns artigos para o periódico da escola. Ao longo do ano, passado entre a capital, Fortaleza, eas terras da família, no município de Quixadá, trocava bilhetes com sua melhor amiga, Alba Frota, comentando os livros que estava lendo, de Dante Alighieri, Joaquim Manoel de Macedo, Machado de Assis, Eça de Queiroz. Preferências literárias que dividia coma mãe, grande incentivadora e crítica. Ela mesmo encomendava revistas francesas e lia, sempre que possível, os periódicos do centro-sul do país, especialmente Rio e São Paulo, mantendo a família atualizada com as novidades literárias que vinham destas capitais desdeo começo da década. Fortaleza era, então, a sétima capital do país em número de habitantes, ainda que contando com pouco mais de cem mil, enquanto os dois primeiros lugares eram ocupados por Rio e São Paulo, explodindo já suas fronteiras em mais de um milhão depessoas. Se não tinha população comparável à capital do país, Fortaleza tinha, noentanto, problemas parecidos em relação ao saneamento básico, transportes, pobreza e a falta de moradias populares. Entrava no rol dos estados brasileiros que tentavam reformar suas capitais e criar um ambiente salubre
à la francèse.

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“O Anarquismo e a questão das mulheres”, Mariana Affonso Penna

“O Anarquismo e a questão das mulheres”, Mariana Affonso Penna

“O Anarquismo e a questão das mulheres”, Mariana Affonso Penna

Fri, 28 Jan 2022 20:37:41 +0000

“O Anarquismo e a questão das mulheres”, Mariana Affonso Penna

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O Anarquismo é essencialmente feminista? O Anarquismo é decerto a corrente do pensamento político socialista mais mitificada e idealizada em

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O Anarquismo é essencialmente feminista?

O Anarquismo é decerto a corrente do pensamento político socialista mais mitificada e idealizada em inúmeros escritos, ainda que também uma das mais estereotipadas e difamadas. Dentre as formas de idealização do anarquismo está a de retirá-lo da sua realidade histórica e geográfica transmutando-o em um fenômeno atemporal e universal.
Conforme afirma George Woodcock, muitos pensadores anarquistas buscaram atribuir sua genealogia a períodos bastante remotos da humanidade. Este seria o caso de Piotr Kropotkin, por exemplo, quando apresenta a história humana dividida em duas tendências, uma voltada para o apoio mútuo e outra para o autoritarismo, sendo o anarquismo, logicamente, correspondente à primeira destas tendências (WOODCOCK, 2007: 38-39).

Buscar no passado antecedentes para ideias e valores abraçados, valendo-se inclusive da noção de uma espécie de “natureza humana” é uma forma de legitimação desses princípios político-ideológicos de forma a afirmar a viabilidade dos mesmos. Mas para desenvolver uma análise histórica do anarquismo é preciso não nublar a análise de um fenômeno histórico específico dissolvendo-o numa noção de existência abstrata e atemporal.
Woodcock inicia seu prólogo ao volume 1 das Histórias das Ideias e Movimentos Anarquistas com a seguinte preocupação:

“Todo aquele que contesta a
autoridade e luta contra ela é um
anarquista”, disse Sebastien Faure.
A definição é tentadora em sua
simplicidade, mas é justamente
dessa simplicidade que devemos
precaver-nos ao escrever uma
história do anarquismo.
(WOODCOCK, 2007: 7)

Afirma assim a necessidade de delimitar uma conceituação do Anarquismo a fim de melhor entendê-lo. Mesmo dando este passo importante, posteriormente, diversos autores consideram ainda demasiada abrangente a definição aplicada pelo autor em sua Histórias das Ideias e Movimentos Anarquistas.
Lucien Van Der Walt e Michael Schmidt (2009) preocuparam-se em demarcar historicamente o anarquismo, percebendo sua formação no final do século XIX, mais especificamente no final da década de 1860. Destacam ainda o contexto histórico mais amplo em que se insere, assim como a íntima relação estabelecida entre as ideias libertárias e o movimento social concreto desenvolvido por operários e outros setores das classes populares em luta em variadas localidades do mundo. A mesma linha de compreensão seguiram Rafael Viana e Felipe Correa (2014, 2013) para quem mais que definir que pensador seria ou não anarquista, como o faz Woodcock, seria importante entender o movimento anarquista em sua concretude, criado na ação cotidiana de milhares de anônimos. Não cabe aos objetivos estabelecidos para este artigo aprofundar a discussão sobre a formação histórica do anarquismo, nem tampouco atribuir-lhe uma conceituação precisa. Tal tarefa foi desempenhada, dentre outros, pelos autores citados no parágrafo anterior. A intenção é desenvolver uma breve e introdutória reflexão sobre a relação entre o Anarquismo e o Feminismo, destacando algumas de suas aproximações e distanciamentos. Mas para isso, é justamente necessário fugir à tentadora simplificação que Woodcock retoma em Sebastian Faure ao associar o anarquismo a toda forma de manifestação e luta contra a autoridade, contra qualquer opressão. Isto porque o anarquismo não é uma ideologia etérea, mas como fenômeno político e social concreto possui sua historicidade. Assim, ainda que a ideia de uma “luta contra qualquer forma de opressão”, comumente associada à ideologia anarquista, pareça apontar para uma “tendência natural” de crítica ao machismo – e de fato observamos em diversas/os pensadoras/es anarquistas uma preocupação com relação à dominação masculina sobre as mulheres nas sociedades patriarcais – este artigo sustenta que é necessário ir além de uma interpretação simplificadora caso desejemos entender historicamente a relação entre o anarquismo e o feminismo. Argumenta, portanto, tratarem-se de fenômenos distintos, ainda que não necessariamente sempre separados. Dessa forma, sustenta-se que seria equivocado pensar o anarquismo como uma ideologia essencialmente feminista. Ao contrário, é um pensamento político encarnado em movimentos sociais concretos que podem se aproximar – e efetivamente se aproximam – do feminismo, mas não invariavelmente. Devido à preocupação historicamente manifesta no movimento anarquista no que diz respeito às assimetrias não apenas econômicas, mas de poder, é possível perceber uma grande abertura nesta corrente do pensamento socialista para a luta contra o machismo. Mas esta afinidade, que podemos entender em termos de uma afinidade eletiva, nem sempre se expressou no movimento concreto. Como ocorreu (e ocorre) em todo o movimento socialista, a opressão de gênero ainda que vista, hegemonicamente, como um problema a ser enfrentado, foi diversas vezes secundarizada – quando não até naturalizada e defendida – em meio a uma militância constituída por maioria masculina.

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A educação como arma de transformação!

A educação como arma de transformação!

A educação como arma de transformação!

Tue, 25 Jan 2022 20:10:18 +0000

A educação como arma de transformação!

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Através deste ensaio, pretendo mostrar como desde o século XVIII até os dias atuais, teóricas/os e práticas/os libertárias/os, mesmo com

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Através deste ensaio, pretendo mostrar como desde o século XVIII até os dias atuais, teóricas/os e práticas/os libertárias/os, mesmo com ideias diferentes, viam e continuam vendo no ensino oferecido pelo sistema capitalista um lugar de alienação do povo como forma demanutenção da exploração burguesa e das diversas formas dedominação. Reconhecendo isso, preocuparam-se em teorizar e colocarem prática modelos de escola alternativos visando à emancipação desses modos de dominação com visão do anarquismo e da pedagogia libertária. Na atualidade, algumas dessas práticas acabam por confundir-se em seu ideal e é uma necessidade colocar a verdadeira liberdade e a liberação da/do ser humana/o como finalidadedo processo educacional.

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O Mendigo e o Ladrão

O Mendigo e o Ladrão

O Mendigo e o Ladrão

Fri, 21 Jan 2022 19:53:12 +0000

O Mendigo e o Ladrão

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Ao largo da alegre avenida vão e vêm os transeuntes, homens e mulheres, perfurmados, elegantes, insultantes. Junto a um muro

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Ao largo da alegre avenida vão e vêm os transeuntes, homens e mulheres, perfurmados, elegantes, insultantes. Junto a um muro está o mendigo, a mão pedinte adiantada, nos lábios trêmulos a súplica servil.

– Uma esmola, pelo amor de Deus!

De vez em quando cai uma moeda na mão do pedinte, que este mete rapidamente no bolso emitindo louvores e reconhecimentos degradantes. O ladrão passa, e não pode evitar o olhar de desprezo sobre o mendigo. O pedinte se indigna, porque também a indignação tem pudor, e refuta irritado:

– Não tem vergonha, vadio, de se ver frente a frente a um homem honrado como eu? Eu respeito a lei: não cometo o crime de meter a mão no bolso alheio. Meus passos são firmes, como os de um bom cidadão que não tem o costume de caminhar nas pontas do pés, no silêncio da noite, por habitações alheias. Posso apresentar o rosto em todas as partes; não recuso o olhar de um policial; o rico me vê com benevolência e, ao largar uma moeda em meu chapéu, bate em meu ombro dizendo-me, “bom homem!”.

O ladrão abaixa a aba do chapéu até o nariz, faz um gesto de nojo, observa em seu redor, e replica ao mendigo:

– Não espere que eu me envergonhe em frente a ti, vil mendigo! Honrado tu? A honra não vive de joelhos esperando arrastar o osso que haveria de roer. A honradez é altiva por excelência. Não sei se sou honrado ou não; mas te confesso que tenho vergonha na cara para suplicar ao rico que me dê, pelo amor de Deus, uma migalha da qual me despojou. Violei a lei? Isto é certo; mas a lei é coisa muito distinta da justiça. Violo a lei escrita pelo burguês, e essa violação contém em si um ato de justiça, porque a lei autoriza o roubo em prejuízo do pobre; isto é uma injustiça; e quando arrebato ao rico parte do que roubou dos pobres, executo um ato de justiça. O rico te bate o ombro porque teu servilismo, tua baixeza abjeta, a ele garantirá o desfrute tranquilo daquilo do que a ti, a mim, e a todos os pobres do mundo nos tem roubado. O ideal do rico é que todos os pobres tenhamos alma de mendigo. Se fosses homem, morderias a mão do rico que te lança restos de pão. Eu te desprezo!

O ladrão cospe e se perde na multidão. O mendigo alça os olhos ao céu e geme:

– Uma esmolinha, pelo amor de Deus!!!

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Canteiro de ideias: A relevância social da escola na primeira república

Canteiro de ideias: A relevância social da escola na primeira república

Canteiro de ideias: A relevância social da escola na primeira república

Tue, 18 Jan 2022 20:08:42 +0000

Canteiro de ideias: A relevância social da escola na primeira república

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A escola republicana possui nexos estreitos com o momento histórico, para o qual foiconcebida. Como parte de um projeto maior

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A escola republicana possui nexos estreitos com o momento histórico, para o qual foiconcebida. Como parte de um projeto maior de nação, a escola pretendia adquirir ares modernos e civilizados. Em nosso trabalho queremos salientar a educação das meninas desvalidas, do Educandário Nossa Senhora da Piedade, no Estado do Rio de Janeiro. Apoiados em Carvalho (1989) tencionamos conhecer a cena republicana, seus agentes e sujeitos históricos, destacando a relevância social da escola, que nesse período trava uma grande luta contra o analfabetismo. Comemorando o Centenário da Educação etomando como base a lei Geral de ensino 1827, os republicanos sabiam que o projeto de republicano deveria educar a massa trabalhadora, e formar uma mão de obra qualificada para o trabalho, sem a qual o projeto de modernização do país não estaria completo.

As ideias positivistas acentuavam o valor do trabalho, como elemento que contribuía para o engrandecimento da pátria. Vale ressaltar que, em contraponto, as ideias educacionais republicanas a pedagogia do movimento operário marcou presença ao longo da primeira república. A organização dos operários, influenciados pelo anarcossindicalismo, deconstruírem escolas alternativas a rede do Estado foi o resultado de ações pontuais na área educativa que romperam com as concepções e práticas tradicionais de educação dominantes na época. Para os anarquistas a função social da escola é promover uma educação que tenha como objetivo instituir uma sociedade igualitária e fraterna. Nossa intenção é apresentar os pressupostos educacionais libertários para contrapor com a pedagogia tradicional do Educandário Nossa Senhora da Piedade intensificando adiscussão sobre a função social e pol-tica da escola nesse período histórico. Como referenciais teóricos, utilizamos Carvalho, Manacorda, Dermeval Saviani, Codello, entre outros autores.

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O problema do dinheiro durante a autogestão espanhola (1936-1939) Por Frank Mintz

O problema do dinheiro durante a autogestão espanhola (1936-1939) Por Frank Mintz

O problema do dinheiro durante a autogestão espanhola (1936-1939) Por Frank Mintz

Fri, 14 Jan 2022 18:55:39 +0000

O problema do dinheiro durante a autogestão espanhola (1936-1939) Por Frank Mintz

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Imersos, como estamos, na sociedade do consumo e em suas múltiplas facetas, tanto no mundo ocidental, como no mundo oriental

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Imersos, como estamos, na sociedade do consumo e em suas múltiplas facetas, tanto no mundo ocidental, como no mundo oriental e nos países em desenvolvimento, é para nós difícil entender, e até mesmo compreender, o sistema organizativo monetário durante a Guerra Civil Espanhola. É importante, para começar, conhecer ao menos brevemente as ideias propostas por militantes anarcossindicalistas e de outras ideologias antes do 19 de julho de 1936. No que se refere à ala marxista não há nenhum problema: da mesma forma que a desaparição do Estado aparece em uma data imprecisa, o problema do dinheiro e as diferenças salariais se mantém tanto em Marx como nos marxistas leninistas: “Não se pode conceber que um maquinista de trem possa receber o mesmo salário que um copista. Marx e Lenin dizem que a diferença entre o trabalho qualificado e não qualificado existirá ainda sob o sistema socialista e inclusive após a supressão das classes”.
Do lado libertário há duas posições distintas. A primeira é de Kropotkin na Conquista do Pão, na qual preconiza a toma del montón e a socialização das riquezas, assim como o rechaço de todas as diferenças salariais. A segunda, mantém a moeda ao mesmo tempo que os bônus de consumo, com o objetivo de suprimir o caráter especulativo da poupança, do empréstimo etc. Pierre Besnard foi quem melhor elaborou essa teoria, pensando em um sistema de salário nacional, a partir dos bônus e dos intercâmbios internacionais, eventualmente baseados no ouro.
A prática revolucionária de 1933 e 1934 clarificou os conceitos. Por exemplo, quando da tentativa insurrecional do comunismo libertário, em Aragão, em dezembro de 1933, o dinheiro foi abolido, o que pode relacionar-se tanto aos artigos de Isaac Puente em torno do comunismo libertário, como à influência de Kropotkin (muito lido na Espanha): isto é, a uma tradição comunal e um rechaço visceral à política burguesa (que, sem dúvida, liga-se com a tradição religiosa do dinheiro como fonte de perversão). Em 1934, quando a insurreição, voluntariamente limitada a Astúrias devido a obscuras manobras políticas, como aquelas de socialistas e comunistas do Bloco Operário-Camponês (posteriormente, agrupado no POUM, aglomerado de grupos marxistas dissidentes antes das eleições de 1936) e também as do PC, os comitês criaram bônus para que a população pudesse abastecer-se; bônus que os comerciantes aceitavam. Essas duas experiências foram amplamente comentadas em toda a Espanha. E os próprios socialistas e comunistas do BOC e do PC se animaram (apesar de Marx e de Lenin-Stálin) diante da capacidade dos trabalhadores asturianos em matéria monetária. Desse modo, do lado anarquista, a visão de Besnard (e Leval) de um salário e uma moeda sem seus aspectos especulativos assemelhava-se à de Kropotkin e Isaac Puente, que implicava a supressão do dinheiro. O Congresso da CNT de maio de 1936 nnão tomou postura, ao adotar uma proposta sobre o comunismo libertário, pronunciando-se de uma forma ambígua baseada no “carnê do produtor”. Por outro lado, as demais resoluções citadas por Antonio Elorza no número 32 da Revista del Trabajo, vão do rechaço declarado ao rechaço velado. Pode, portanto, pensar-se que a maturidade na reflexão pré-revolucionária em relação ao projeto de “reforma monetária e esquema de circulação fiduciária em uma economia social” que cito em meu livro, segundo Valerio. Mas (que foi que me fez conhecer) não começou até o início de 1936, em Granollers.

A aplicação na prática

A guerra apresentou três tipos de reações sobre o problema do dinheiro. A primeira, cronologicamente, é a que teve lugar em Barcelona desde o princípio dos combates, já que os serviços públicos (água, gás, eletricidade etc.) continuaram funcionando e o abastecimento primário (pão, leite, etc.) continuou sendo feito, o que implica a preparação dos anarcossindicalistas e a previsão de necessidades. “Pão, a revolução necessita de pão! […] Nossa tarefa específica consistirá em trabalhar de tal maneira que desde os primeiros dias da revolução e enquanto ela dure não tenha um só homem no território insurrecto que não tenha pão.”
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Durante os primeiros dias de febre, não houve realmente reivindicações globais: cada coletivo fez o inventário de seus recursos e, ao mesmo tempo, pensou em que medida poderia contribuir para a revolução. Penso que pode-se distinguir duas tendências, partindo de uma atitude idêntica de reorganização do leque de salários (os altos salários de diretores, subdiretores e empregos honoríficos foram suprimidos, os salários de engenheiros e dos quadros se mantiveram e o dos trabalhadores manuais aumentaram). A primeira tendência foi a de trabalhar menos e ganhar mais, a que foi apoiada pela Generalitat e seu decreto de 24 de julho de 1936: sintomático que, reduzidos ao estado de fantasma jurídico, os catalanistas decretaram a semana de 40 horas e o aumento de 15% nos salários, apesar de que as necessidades revolucionárias eram grandes e a Generalitat não tinha nenhum poder sobre o Banco da Espanha. A segunda tendência era a de aplicar o salário único (como nos transportes), supondo que, globalmente, não poderia gerar inflação nem mercado negro e foi imediatamente o que ocorreu, não somente na Catalunha, mas em toda a Espanha republicana. Evidentemente, o salário único não estava fixado com rigidez e também pensou-se que os preços se manteriam fixos. Essa tendência foi a que adotaram os coletivos agrários, a partir do anúncio da vitória em Barcelona, no que se designa normalmente como a Espanha republicana. Também aqui se deram duas tendências: o rechaço do dinheiro (inclusive queimado em alguns casos) e a instauração da toma del montón e o estabelecimento de uma moeda local. As variações locais e as discussões em assembleias gerais para modificar o sistema são resumidas por um testemunho da época: “Tudo o que foi feito, se fez imediatamente e como foi ensaiado. Durante os primeiros dias se deram bônus para poder adquirir o que se necessitava. Depois, foi feito o papel moeda e agora temos adotado o sistema da fórmula do carnê de produtor. Até agora, isso é o melhor do que temos posto em prática”.
Não ocorreu uma evolução de recursos que permitiu mudar o comunismo pela abundância, já que o racionamento alcançou a todos. Também houve a permanência da hierarquia machista. Em uma economia não racionada, a igualdade se instaura, de fato, entre as pessoas e os sexos. Ao estabelecer o carnê de produtor, os coletivos rebaixaram a mulher, que sempre ganhou menos que os homens. Gastón Leval disse na edição italiana do seu livro: “Em quase na metade das coletividades agrárias, o salário que se pagava [à mulher] era inferior ao do homem, em outra metade era equivalente; estas diferenças podem explicar-se tendo em conta que a mulher solteira poucas vezes vive sozinha”. Apesar de não ter a documentação de todos os salários das coletividades, não vi nenhuma coletividade agrária aplicar a igualdade de salários entre homens e mulheres. Esses dados permitem reagrupar as duas situações – coletividades do campo e da cidade – por meio da adoção em ambos do salário familiar (segundo o número de membros da família), o que se subentende o clã familiar, cuja evolução está sancionada pelo matrimônio e pela criação de filhos… E, naturalmente, a escala dos salários era diferente para os homens casados ou solteiros, as mulheres solteiras, as crianças e os idosos (às vezes separados). Outro aspecto em comum em ambas as coletividades era o problema da troca, aquisição de bens fora dos coletivos. Em todos os casos, a base das estimativas se fazia em pesetas, e o acordo era feito tanto em dinheiro da coletividade quanto a troca direta entre coletividades, quando era possível. Nesse ponto nos deparamos com a falta de dados estatísticos sobre os produtos disponíveis tanto no mercado (certamente desordenado) como nas coletividades da região e nas próprios ramos da autogestão. E chegamos, naturalmente, ao terceiro aspecto: o sistema bancário, que se manteve nas mãos dos burgueses republicanos, apesar do desejo de tomá-lo e o exemplo do Banco de Oviedo de 1934 (o que Federica Montseny sublinhou ao mostrar a grande consciência revolucionária em relação à Comuna de Paris, em La revolución de octubre. Quince dias de comunismo libertario, de Solano Palacio). Pode-se acrescentar os desejos, e até as tentativas, dos anarcossindicalistas de se apropriarem do ouro do Banco da Espanha em Madri (ver Santillán, García Oliver e o livro Durruti de Abel Paz), mas a colaboração política imposta pelos dirigentes sindicalistas da CNT-UGT fez com que essa operação falhasse.

Rumo à autogestão

Essa situação de duplo poder, mortal e assassino para a autogestão, como já haviam demonstrado os exemplos precedentes (Alemanha e Itália nos anos 1918-1920 e a URSS dos anos 1917-1921), aconteceu, na verdade, uma acentuação no processo autogestionário. Na Catalunha, uma lei de outubro de 1936 destruiu completamente a experiência industrial, ao criar a dependência das coletividades em relação aos créditos governamentais que se outorgavam segundo a tendência política dos ministros e dos responsáveis das coletividades. Em Aragão, uma estatística regional dos estoques e das necessidades funcionou, mas no que se refere às trocas fora da região e com o estrangeiro houve certa competição entre o organismo responsável pelas compras no exterior e algumas coletividades suficientemente ricas para comerciar diretamente, apesar de que existia uma caixa de compensação para as coletividades pobres. Na província de Valência, as coletivizações foram travadas “graças” ao PC, que propôs uma organização dos cítricos, sabotando a da CNT-UGT e chegando a posições irredutíveis: o rechaço do comércio entre as coletividades e os que dependiam do PC. Para amenizar a inércia causada pelos oponentes e inimigos armados contra a autogestão, estabeleceram-se relações econômicas baseadas na política e não na rentabilidade: Ascó (província de Tarragona) recebeu uma ajuda financeira do sindicato dos cabeleireiros de Barcelona, porque um membro deste sindicato estava convalescendo na coletividade, para comprar uma bomba elétrica para água; e a mesma coletividade empregou companheiros do sindicato dos tijoleiros de Granollers, para a colheita de azeitona. Compreende-se que em uma atmosfera de falta de confiança, as relações pessoais não ofereciam a garantia necessária, mas poderia haver um mínimo de coordenação na mesma província, como no caso de Ascó. Acreditamos que este caso pode ter se repetido, já que as relações federativas entre as coletividades ainda não estavam suficientemente claras.
A CNT, que tinha optado não autogestionar o sistema bancário, se encontrou na necessidade de financiar os organismo econômicos anarcossindicalistas. Ainda reconhecendo que “o ideal […] a supressão do dinheiro [é] indiscutível”, se propôs um banco com três funções: banco para os sindicatos; bancos para os produtores (análogo às cadernetas de poupança de hoje em dia); banco para o comércio exterior. O projeto finalmente se realizou quando o plano econômico ampliado de janeiro de 193813, e certamente na prática não foi efetivo. Quanto às coletividades, tanto industriais quanto agrícolas, minha impressão é que a situação cotidiana do salário interno pelo carnê de produtor e a mudança do emprego da peseta para as compras exteriores (peseta que sofreu a alta de preços de toda a zona republicana, enquanto os salários agrícolas se mantiveram, mais ou menos, no mesmo patamar de fim de 1936), não cresceu sensivelmente entre 1937 e 1938 (para Aragão e Catalunha) e 1939 (para o resto das regiões). Era uma situação bancária estacionária, que se movia no alto, mas nunca na base. As coletividades geriam sua produção e participavam no esforço de guerra, enviando uma parte da sua produção gratuitamente ao front, e às vezes acolhendo refugiados. Este esforço não era uma inversão, no sentido econômico do termo. Era necessário ganhar a guerra para reforçar a revolução e para os comunistas era ganhar a guerra para, eventualmente, começar a revolução e, de fato, as perdas econômicas geradas pelo PC, tanto diretamente (ataques à autogestão em Aragão no momento da colheita do trigo) quanto indiretamente (sabotagem da campanha de cultivo dos cítricos de 1937-1938) são difíceis de estimar. Mas será necessário fazê-lo para ter uma visão financeira global da autogestão.
Esse assentamento, essa continuidade da vida econômica com ou sem moeda, ou com uma moeda esvaziada do seu poder especulativo, é a característica mais importante da experiência. Mas também há outros aspectos importantes para estudar: a transformação de ricos em pobres – por exemplo, nas coletivizações de Aragão onde a moeda local ou o carnê do produtor obrigavam os ricos a escolher entre entrar na coletividade ou ficar vegetando; o entesouramento eventual (resquício da especulação) em certas coletividades e a que nível (os dirigentes eram um embrião de uma nova classe?). Penso que, se nas coletividades agrárias os ricos sofreram uma mudança de condição, foi nos casos em que a CNT e a UGT estavam unidas; pois, nos demais casos, o PC criava uma seção da UGT (para seu próprio benefício), que protegia os ricos e os opunha à autogestão. Nas cidades, os ricos apenas foram incomodados. Também penso que nas coletividades agrárias os dirigentes eram, em sua maioria, conscientes dos possíveis desvios e tomavam precauções; e, pelo contrário, nas coletividades industriais, tenho a impressão de que estavam menos protegidos, sem que me seja possível poder precisar alguma porcentagem. Pode-se assinalar que os negócios baseados na troca direta seguiram em vigor (países do Oriente – países do Ocidente, na maioria dos casos), e que se os anarcossindicalistas tivessem podido colocar em prática seu sistema (por exemplo o projeto monetário), poderia ter funcionado. Pelo contrário, o ponto obscuro segue sendo o modelo padrão, a estimativa a partir da peseta, necessariamente sujeita à inflação e dependente do sistema bancário; eu não tenho conhecimento de tentativas de estabelecer negócios a partir de uma outra forma de cálculo (a hora de trabalho de uma coletividade agrária de tal região; os artigos fixos: pão, leite ou carne). O assunto ainda está por ser explorado.

Frank Mintz, é um militante anarquista búlgaro radicado na França. Artigo publicado em 1979 na revista Bicicleta, nº 20, pp. 29-31, revisado em 2011 pelo autor. Traduzido por Panclasta.
PDF (artigo, notas, referências) https://bit.ly/2NA6QtO

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Violência estrutural

Violência estrutural

Violência estrutural

Thu, 13 Jan 2022 22:21:55 +0000

Violência estrutural

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Violência estrutural. A violência é normalmente associada à subversão da ordem, a um acontecimento disruptivo e excecional que provoca…

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A violência é normalmente associada à subversão da ordem, a um acontecimento disruptivo e excecional que provoca danos (físicos, materiais, psicológicos) em alguém ou em algo, sendo a sua forma mais extrema a guerra. No entanto, a violência também pode ser exercida e experienciada sem que seja reconhecida enquanto tal. O seu caráter aparentemente excecional transforma-se em algo normal, banal e até aceite socialmente.

Existem várias abordagens quanto à forma como a violência é produzida pelos sistemas social, cultural, econômico ou político. Uma delas é a noção de violência estrutural, ou seja, a violência produzida pela organização econômica e política das sociedades. Esta violência expressa-se na desigual distribuição do poder e, consequentemente, em oportunidades desiguais, na discriminação e na injustiça (na distribuição do rendimento, no acesso à educação, por exemplo). Johan Galtung define-a como uma violência que não é praticada por um agente concreto com o objetivo de infligir sofrimento, mas é gerada pela própria estrutura social, sendo as suas formas mais relevantes a repressão, em termos políticos, e a exploração, em termos econômicos.

Violência estrutural
Violência estrutural

A violência estrutural não se define necessariamente como um processo ativo e deliberado, mas pode revelar-se pela ausência de proteção e garantia de direitos e necessidades. Pode até desembocar na impossibilidade de manutenção da própria vida dos indivíduos/cidadãos (como no caso da negação do acesso à saúde ou à alimentação). São exemplos de violência estrutural, decisões políticas como as ditas “medidas de austeridade” que conduzem a um empobrecimento coletivo e a um retrocesso nos direitos sociais (apoio no desemprego, saúde, educação) e no acesso a bens essenciais (como a água). A violência estrutural sentida no domínio econômico pode favorecer o surgimento ou o aprofundamento de atos de violência direta (criminalidade, violência juvenil, violência doméstica), bem como de violência política (xenofobia, discriminação, repressão de resistências e contestação violenta)

Por Sílvia Roque

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Guerrilla Girls – Justiceiras no mundo da Arte

Guerrilla Girls – Justiceiras no mundo da Arte

Guerrilla Girls – Justiceiras no mundo da Arte

Thu, 13 Jan 2022 22:08:29 +0000

Guerrilla Girls – Justiceiras no mundo da Arte

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Guerrilla Girls РJusticeiras no mundo da Arte. Guerrilla Girls ̩ um grupo de artistas feministas an̫nimas cujo o objetivo ̩ combater o sexismo e o machismo no mundo da arte.

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Guerrilla Girls é um grupo de artistas feministas anônimas cujo o objetivo é combater o sexismo e o machismo no mundo da arte. O grupo foi formado em Nova York em 1985, tendo a missão de trazer a público a desigualdade de gênero e raça dentro da comunidade artística. O grupo emprega culture jamming na forma de pôsteres, livros, outdoors e aparições públicas para expor discriminação e corrupção. De forma a permanecerem anônimos, os membros do grupo vestem máscaras e utilizam pseudônimos que se referem a mulheres artistas falecidas. De acordo com GG1, as identidades são mantidas em segredo porque os problemas importam mais que identidades: “No geral, queríamos que o foco estivesse nos problemas, não nas nossas personalidades ou nos nossos próprios trabalhos.”

Conheça Guerrilla Girls – www.guerrillagirls.com

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O Estado é a maneira errada de fazer as coisas!

O Estado é a maneira errada de fazer as coisas!

O Estado é a maneira errada de fazer as coisas!

Thu, 13 Jan 2022 22:00:53 +0000

O Estado é a maneira errada de fazer as coisas!

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O Estado é a maneira errada de fazer as coisas! Em quem você vai votar? Chegados os tempos de eleição, nos esforçamos para organizar os…

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Em quem você vai votar? Chegados os tempos de eleição, nos esforçamos para organizar os nossos pensamentos para explicar os motivos dessa pergunta não nos fazer o menor sentido. O nosso objetivo é simples de ser entendido, porém difícil de ser realizado. Queremos demonstrar que o Estado é a maneira errada de fazer as coisas e porquê destruir o estado?. Para isso falaremos muito – mas não o suficiente – e, em alguns momentos, de forma um pouco chata. Se serve de desculpa, esse foi o único caminho que encontramos.

É recorrente na história que se pense que o mundo vivido é o único possível. Essa é uma noção que tem muita força atualmente: muitos sustentam não haver a possibilidade de uma transformação radical da sociedade. Claro que nos opomos a isso. Ao contrário do que ocorre com aqueles que se esforçam para legitimar as dominações, queremos refletir criticamente sobre o Estado, perceber os aspectos negativos dessa forma de nos organizarmos para que assim possamos encontrar outras realidades. Em um mundo em que as relações de opressões aparecem como naturais e eternas, a crítica coloca em movimento, estimula. Nessa disputa por uma concepção de sociedade mais livre, é central ver através da história que as formas como nos constituímos carregam certo grau de arbitrariedade. Ou seja, conhecemos suficientes maneiras de nos organizarmos para saber que nenhuma é a única possível. Podem nos chamar de ignorantes ou de ingênuos, mas esperamos sim que o(s) mundo(s) seja(m) diferente(s). Aqui negação e esperança se completam em uma dança que busca sair dos limites do tablado.

O que é o Estado?

O nosso ponto de partida é o poder. De forma resumida é possível afirmar que a unidade básica do Estado é o poder político, ou seja, a capacidade de impor coercitivamente a vontade de umas pessoas sobre a de outras. O que fundamenta o Estado é a possibilidade de uns exercerem um poder-sobre outros. É muito claro que esse poder coercitivo não faz parte da “natureza humana” pelo simples motivo de que existiram muitas sociedades que se recusaram a se organizar assim. Não sendo natural que isso ocorra, ele só pode ser entendido através das suas ocorrências. O Estado é, portanto, uma forma histórica de organização social – dentre as muitas possíveis.leviathan

leviathan

Porém, o poder coercitivo não ocorre somente no Estado, portanto, precisamos de algo mais para nos referir a esse grande monstro. Não é possível igualar os dois conceitos. Para falarmos do Estado, propriamente dito, é necessário que estejamos nos deparando com estruturas específicas. A característica principal do Estado é ser uma instância separada da coletividade e o fato de ser instituído com o intuito de assegurar constantemente essa separação. A forma que assume ao realizar isso é uma estrutura burocrática e hierárquica. Como nos faz lembrar o termo burocracia, ele tende a suprimir aquilo que é proclamado como seus objetivos, ou seja, possui uma inércia e uma lógica própria que dominam as finalidades para as quais elas deveriam servir. As evidências se invertem: o que podia ser visto como um conjunto de instituições a serviço da sociedade, transforma-se numa sociedade a serviço das instituições. A polícia com seus cassetetes que gritam “ordem!” independente do quão justo é um protesto, é uma boa imagem para essa deturpação. Nesse esforço de auto-manutenção, é fundamental que seja respeitada uma estrutura de mando e de obediência que fica clara na diferença que tem entre o presidente e a faxineira servidora pública.

Nos perdoem por ainda estarmos trabalhando em termos bastante abstratos. Uma aproximação com uma teoria crítica do Estado contextualizada historicamente é possível de ser feita olhando para a relação necessária dele com o capitalismo. O Estado exerce no capitalismo o papel de garantidor da dominação de classe ao servir como agente coercitivo de manutenção do trabalho assalariado. Essa é uma longa discussão, mas, tentando tornar mais simples o complexo, podemos dizer que no capitalismo a propriedade privada é central porque possibilita a dominação daqueles que não possuem os meios de fazer as coisas. O trabalhador que não possui os meios de produzir é dominado de forma não pessoal, já que como não possui a propriedade tem que se submeter ao trabalho assalariado. A garantia dessa propriedade não é exercida pelo dominador, mas é cedida ao Estado. Focando essa explicação no que mais nos interessa, é possível afirmar que a existência do Estado como uma instância separada da sociedade depende das relações capitalistas e serve para mantê-la. Para tanto o Estado deixa sempre presente a ameaça de recorrer à violência para que a reprodução do capitalismo ocorra. Somente a ele cabe a violência legítima e essa é uma ameaça que paira sobre todos aqueles que questionam as relações de dominação.

E onde ficamos nós nessa abstração toda? Nos cabe o papel de cidadãos – mais uma abstração. Nossas particularidades, nossos jeitos, nossos cheiros são esquecidos para que o Estado consiga nos controlar com suas políticas públicas. Para eles somos números que ganham características mais definidas se tivermos dinheiro e boas relações. Um juiz não olha do mesmo jeito para o negro e para o filho do seu amigo do golfe. Para nós cabe somente o papel de votar a cada quatro anos, porque qualquer tentativa de tornar a política cotidiana pode ser considerada perigosa. Votamos e escolhemos “representantes”. Mesmo que eles quisessem não conseguiriam nos representar, pois não existe essa massa indefinida chamada “eleitores”. Existem pessoas díspares e mutáveis que ao escolher um candidato nunca poderão saber como ele irá atuar nos próximos quatro anos em questões tão variadas quanto as que um governante manda. Ou seja, a eleição é mais uma mentira para nos dar a impressão de que temos alguma escolha em um mundo baseado justamente no controle das nossas vontades.

Em busca da autonomia

Nessa configuração tão complexa o Estado se separa do social virando uma instituição que tenta monopolizar o político. Só se fala de política nas eleições e nós nos negamos a isso. Defendemos a autonomia, ou seja, que as pessoas se envolvam diretamente na organização das suas vidas cotidianas. Isso como indivíduos e como coletividades. A pessoa se forma no seu estar no mundo e nas suas interações, portanto nunca deve ser pensado isoladamente. Aqui inserimos a dimensão social da autonomia. Para a sua realização em um mundo instituído de forma a fortalecer as dominações como o nosso é importante ressaltar a capacidade instituinte das ações coletivas. As coletividades conseguem sim mudar a realidade. Detrás do que aí está e parece tão sólido, existe sempre o pulsar criativo.

É nessa potencia criadora que nos confiamos ao pensar como transformar o mundo. O que fazer para mudar o mundo? Rompê-lo de tantas formas quanto pudermos e tentar expandir e multiplicar as fissuras e promover a sua confluência; assim nos disseram e nos parece fazer sentido. Um milhão de picadas de abelhas. A emancipação depende da recusa, do desobedecer. Porém não estamos apenas nos distanciando das estruturas de poder, estamos criando novas práticas cotidianas. O Não deve ser seguido por um outro-fazer, uma outra atividade que nos torne ativos.

abelha

A construção dessas fissuras nega a ideia de pureza, ou seja, elas estão permeadas por contradições. A noção de autonomia muitas vezes defende uma externalidade radical para com o Estado e o capitalismo, porém isso é problemático por não dar conta das complexidades da nossa realidade. Cria-se dessa forma uma dicotomia entre autonomia e institucionalização que se baseia em estados ideais impossíveis de serem estabelecidos. A simples marginalização não é suficiente para mudar o mundo porque pode servir de alguma forma para as estruturas opressivas. Além disso, muitas vezes as fissuras são atividades em tempo parcial que são intercaladas com a dura necessidade de vender a força de trabalho para garantir a sobrevivência. Paradoxo? Infelizmente a vida está cheia deles. Porém, isso não significa se curvar, pois mesmo quando seja lunático continuaremos exigindo o
impossível.

Sabemos que o contato com o Estado nos faz adotar certos modos de relações sociais que reforçam as características opressivas elencadas acima. As leis fazem parte da coesão social capitalista e de sua racionalidade, portanto, invariavelmente seremos considerados criminosos. Isso não nos paralisa e nem tampouco faz com que buscamos sempre realizar ações ilegais, pois sabemos que acima de tudo essa é uma questão de escolha tática.

Como já deve estar claro não se trata de conquistar o Estado nem com armas nem com votos. Não vamos cometer o mesmo erro de achar que o Estado pode ser um instrumento neutro para facilitar as transformações. Ele é a maneira errada de fazer as coisas e a boa vontade nunca conseguirá superar isso. A instrução na conquista do poder inevitavelmente se converte em uma instrução no próprio poder. Vemos cotidianamente os partidos e candidatos mais bem intencionados fazerem concessões absurdas para garantir o sucesso próprio. Esse é um caminho de difícil retorno. A centralidade do Estado na transformação faz com que se reforce cada vez mais a soberania do Estado. Um dos motivos que justifica essa defesa é que existe um grande peso das estruturas e das formas de comportamento herdadas. Outros fatores que podemos apontar são a separação dos funcionários estatais que tendem a se manter assim e as pressões para assegurar a economia – que geralmente não é considerada como deveria, ou seja, como um sistema de exploração. Não nos interessam os partidos políticos, pois a transformação através dos olhos do Estado ou de uma organização centrada no Estado só pode ser feita em nome de outros, para o “benefício das pessoas”, não uma transformação feita pelas próprias pessoas. Porém isso é uma relação em que alguns mandam e outros obedecem – justamente do que queremos nos afastar – porque agir em benefício de alguém envolve invariavelmente um grau de repressão da autonomia desses sujeitos.

Se trata, portanto, de uma transformação da vida cotidiana em um caminho que não terá fim, mas que se esforçará sempre por terminar as opressões. Essa é a única maneira de manter em uso o conceito de revolução, pois os que se centram no Estado demonstraram quão facilmente a ditadura pode esquecer do proletariado. No lugar de um grande acontecimento, pensamos em um longo processo. Ela é, portanto, uma revolução não-instrumental, não é um meio para chegar a um fim, já que todo o caminho é igualmente importante. Essa é também uma transformação sem certezas, pois não existe nada no mundo que garanta seu triunfo, ela depende de um eterno esforço dos seus sujeitos. Isso implica em uma constante auto-crítica para garantir que o caminho que está sendo construído leve realmente para mais perto da autonomia.

Terminamos agradecendo a todos aqueles que já disseram e vivenciaram antes de nós as mesmas coisas: os autonomistas, os anarquistas e, principalmente, os sem identidades de todas as partes do mundo.

E a pergunta que fica depois disso tudo é: por que continuar se contentando em votar no menos pior?

AA (Autônomos Anônimos)

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Margareth Rago Foucault, História e Anarquismo

Margareth Rago Foucault, História e Anarquismo

Margareth Rago Foucault, História e Anarquismo

Tue, 11 Jan 2022 19:32:16 +0000

Margareth Rago Foucault, História e Anarquismo

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Em 2004, o conhecido editor e militante anarquista Robson Achiamé, recentemente falecido, sugeriu a publicação dos três textos que compõem

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Em 2004, o conhecido editor e militante anarquista Robson Achiamé, recentemente falecido, sugeriu a publicação dos três textos que compõem o presente trabalho, tendo em vista a divulgação das reflexões teóricas, históricas e políticas suscitadas tanto pela pesquisa sobre a experiência anarquista no Brasil, no Uruguai e na Argentina, como pelas contundentes problematizações e críticas lançadas por Michel Foucault. Próximos e distantes, os anarquistas e o filósofo francês tinham muito comum: no mínimo, a incompreensão e a decorrente estigmatização, de um lado; de outro, a riqueza de modos de pensar radicais e de experiências de vida amplamente desconhecidas. Foi no início de 1980 que iniciei minhas pesquisas sobre o anarquismo no Brasil, a partir da leitura da imprensa libertária reunida no Arquivo Edgard Leuenroth, da Universidade Estadual de Campinas, fundado alguns anos antes e dos clássicos dessa doutrina. Folheando a “Terra Livre”, ‘A Lanterna”, “A Voz do Trabalhador” ou “A Plebe”, qual não foi minha surpresa ao encontrar nas páginas amarela das daqueles jornais operários dos inícios do século XX, notícias de greves, de ações de sabotagem e boicote nas fábricas, de manifestações populares, ao lado de discussões sobre a emancipação da mulher, a crítica ao casamento monogâmico, a defesa do amor livre, ou as experiências da pedagogia libertária e as inúmeras atividades culturais que realizavam nos bairros afastados em que viviam. O resultado dessa intensa e apaixonada pesquisa foi o livro Do Cabaré ao Lar. A utopia da cidade disciplinar e a resistência anarquista, como aparece na ultima edição publicada pela Editora Paz e Terra, em 2014.Paralelamente, formada em História e egressa do curso de Filosofia da Universidade de São Paulo, havia conhecido o pensamento de Michel Foucault, desde meados dos anos de 1970, à medida que suas obras eram publicadas e traduzidas no país e que perdíamos o medo e a desconfiança que aquele autor tão diferente provocava nos que, como nós, traziam uma formação de inspiração marxista e a participação nas lutas sociais que, então, se travavam contra a Ditadura militar. Não foi difícil perceber tanto a convergência da profunda crítica ao poder nessas duas correntes de pensamento quanto a maneira como os conceitos desse filósofo permitiam entender melhor e revalorizar as práticas e ações anarquistas desqualificadas como “pré-políticas” e “românticas”. Vale lembrar que autores do porte do historiador marxista Eric Hobsbawm, antigo militante do Partido Comunista Britânico, consideravam os anarquistas“ atrasados politicamente” por não acreditarem na fundação do “partido revolucionário” e no“ centralismo democrático”. Logo, para minha grande sorte, outros intelectuais libertários despontaram no horizonte, no Brasil e no exterior, percebendo essas mesmas confluências com muita agudeza e desdobrando-as em análises enriquecedoras.

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Achiamé

Achiamé

Achiamé

Tue, 11 Jan 2022 11:03:40 +0000

Achiamé

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Achiamé. A Editora Achiamé é uma editora anarquista brasileira fundada em dezembro de 1978, na cidade do Rio de Janeiro.

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A Editora Achiamé é uma editora anarquista brasileira fundada em dezembro de 1978, na cidade do Rio de Janeiro. Seu principal, Robson Achiamé, lançou, por mais de três décadas — incluindo o período ditatorial militar — centenas de títulos relacionados com o anarquismo, tendo traduzido textos clássicos para a língua portuguesa e lançado diversas obras de anarquistas brasileiros do final do século XIX e da primeira metade do século XX.

Seu fundador, Robson Achiamé, faleceu em 9 de novembro de 2014 em Santa Catarina. Achiamé tinha tambem lançado a revista Letralivre, uma das mais importantes publicações libertárias contemporâneas no Brasil.

Lista parcial de publicações

  • A Doutrina Anarquista ao Alcance de Todos (1925), de José Oiticica
  • ABC do sindicalismo revolucionário, de Edgar Rodrigues
  • Guia dos Cornudos, de Charles Fourier
  • Foucault e o Anarquismo, de Salvo Vaccaro
  • Indivíduo na Sociedade, de Emma Goldman
  • Anarquismo no banco dos réus, de Edgar Rodrigues
  • Doze provas da inexistência de Deus, de Sébastien Faure
  • Malandragem, Revolta e Anarquia, de Winter Bastos e Nalini Narayan
  • Dois textos da maturidade, de Errico Malatesta
  • Repressão judicial no Estado Novo, de Reynaldo P. Campos[10]
  • Manifesto Autogestionário, de Nildo Viana

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O movimento anarquista no Brasil!

O movimento anarquista no Brasil!

O movimento anarquista no Brasil!

Tue, 04 Jan 2022 19:46:19 +0000

O movimento anarquista no Brasil!

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O processo histórico anarquista no Brasil possui, sob nosso ponto de vista, 3 fases pontuadas por significativos acontecimentos polípticos e

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O processo histórico anarquista no Brasil possui, sob nosso ponto de vista, 3 fases pontuadas por significativos acontecimentos polípticos e econômicos, que compuseram o cenário para os movimentos reivindicatórios dos trabalhadores, influenciados pelo ideário anarquista.

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Maria Lacerda de Moura e o estudo cientifico da criança

Maria Lacerda de Moura e o estudo cientifico da criança

Maria Lacerda de Moura e o estudo cientifico da criança

Tue, 28 Dec 2021 19:53:18 +0000

Maria Lacerda de Moura e o estudo cientifico da criança

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“Desejando encetar uma série de experiências de psicologia experimental aplicada à pedagogia […] venho solicitar de V. Excelência permissão para

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“Desejando encetar uma série de experiências de psicologia experimental aplicada à pedagogia […] venho solicitar de V. Excelência permissão para trabalhar 2 ou 3 horas por semana no máximo no Grupo Escolar, Escola Normal, escolas isoladas, Colégio Imaculada Conceição de Barbacena”

  • Maria Lacerda de Moura, Requerimento.
    .
    O interesse em pesquisar os discursos e práticas direcionados à educação da infância se faz presente em minha trajetória desde a graduação. O anarquismo teve início ainda na Iniciação Científica, quando a investigação sobre a relação entre rendimento escolar e condição social dos alunos matriculados em um grupo escolar da cidade de São João del- Rei, Minas Gerais, entre as décadas de 1930 e 1940, revelou práticas específicas para a educação da infância pobre, sobretudo a reserva de salas de aulas diferenciadas para os alunos provenientes de classes menos favorecidas.

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Movimentos antiglobalização & práticas anarquistas

Movimentos antiglobalização & práticas anarquistas

Movimentos antiglobalização & práticas anarquistas

Tue, 21 Dec 2021 20:24:18 +0000

Movimentos antiglobalização & práticas anarquistas

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Os movimentos antiglobalização emergem no cenário político em meados dos anos 90 como formas de resistências ao neoliberalismo e à

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Os movimentos antiglobalização emergem no cenário político em meados dos anos 90 como formas de resistências ao neoliberalismo e à globalização. Reconhecendo como inspiração original o Exército Zapatista de Libertação Nacional, a Ação Global dos Povos (AGP) é fundada em 1998, tendo como proposta ser uma coordenação mundial de resistências contra o mercado mundial, posteriormente contra o capitalismo, com uma nova proposta de organização: não mais a hierarquia do Partido, mas a horizontalidade da rede, que permitiria múltiplas conexões com diversos movimentos. Esse novo modelo de organização permitiu que alguns marxistas, notoriamente Antonio Negri, apreendessem esse novo tipo de organização e resistência no conceito de multidão, que se pretende uma atualização do conceito de proletariado na tradição marxista. Dentre as ações coordenadas pela AGP os Dias de Ação Global, dos quais os mais conhecidos são Seattle (1999) e Gênova (2001), ganham destaque por utilizarem certas práticas oriundas do anarquismo nessas manifestações, especialmente a ação direta. O presente texto procura então mostrar como essas práticas são utilizadas nos Dias de Ação Global pelos diversos movimentos que a compõe, dando especial atenção à prática da ação direta, e como os anarquistas se deslocam dentro, e fora, da rede constituída por esses movimentos.

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A experiência histórica do anarquismo perante a questão das relações de gênero: dimensões da luta na Argentina e no Brasil.

A experiência histórica do anarquismo perante a questão das relações de gênero: dimensões da luta na Argentina e no Brasil.

A experiência histórica do anarquismo perante a questão das relações de gênero: dimensões da luta na Argentina e no Brasil.

Tue, 14 Dec 2021 18:02:45 +0000

A experiência histórica do anarquismo perante a questão das relações de gênero: dimensões da luta na Argentina e no Brasil.

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O presente artigo aborda as concepções libertárias sobre as relações de gênero, colocando em evidência as experiências dos movimentos anarquistas

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O presente artigo aborda as concepções libertárias sobre as relações de gênero, colocando em evidência as experiências dos movimentos anarquistas da Argentina e do Brasil. Seu propósito é problematizar as temáticas ligadas à sexualidade, as quais seriam indispensáveis na construção de novas subjetividades que apontavam para a necessidade da transformação dos papéis sociais/sexuais de homens e mulheres em benefício de uma ética libertária. Tendo como fonte escritos femininos e masculinos publicados na imprensa anarquista de ambos os países, traça um breve panorama dos debates que envolviam as libertárias e os libertários sobre as questões do amor livre, da livre união, da emancipação feminina, em fins do século XIX e início do século XX. O artigo contribui para os estudos de gênero, apresentando reflexões históricas sobre o posicionamento libertário diante de temas relativos às questões femininas, revelando que muitos desses assuntos permanecem vivos, atravessando os séculos.

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Peter Kropotkin foge da prisão em 30 de junho de 1876, Um conto de Derring-Do na ocasião de seu aniversário.

Peter Kropotkin foge da prisão em 30 de junho de 1876, Um conto de Derring-Do na ocasião de seu aniversário.

Peter Kropotkin foge da prisão em 30 de junho de 1876, Um conto de Derring-Do na ocasião de seu aniversário.

Fri, 10 Dec 2021 23:26:29 +0000

Peter Kropotkin foge da prisão em 30 de junho de 1876, Um conto de Derring-Do na ocasião de seu aniversário.

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Peter Kropotkin foge da prisão em 30 de junho de 1876, Um conto de Derring-Do na ocasião de seu aniversário. Nascido em 9 de dezembro…

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Nascido em 9 de dezembro de 1842 em uma família aristocrática na Rússia czarista, Peter Kropotkin desenvolveu ideias radicais no decorrer de sua pesquisa científica. Em 1874, poucas horas depois de apresentar à Sociedade de Geografia um relatório bem recebido sobre as formações glaciais, foi preso e acusado de atividade subversiva. A narrativa a seguir, derivada de suas próprias memórias e outros documentos históricos, detalha sua fuga de uma prisão em São Petersburgo dois anos depois.

Esse artigo é adaptado de nossa próxima obra história narrativa do anarquismo. A ilustração acima é de Julian Watson de Kropotkin Escapes, uma edição esquecida do relato de Kropotkin sobre sua fuga, atualmente sendo reimpresso pela Detritus Books.

Peter Kropotkin.

O ano de 1876 chega com hálito invernal. Dois anos nas prisões do czar afetaram Peter Kropotkin. Embora ainda tivesse trinta e poucos anos, ele sofreu de escorbuto, desnutrição, reumatismo e uma série de doenças debilitantes. O irmão de Kropotkin foi exilado na Sibéria; muitos de seus companheiros de prisão morreram ou perderam a sanidade, e ele está à beira de um colapso. Temendo que ele também morresse antes do início do julgamento, as autoridades o transferiram para uma prisão hospitalar.

Aqui, com ar fresco e uma janela que permite a entrada de luz solar, ele imediatamente começa a se recuperar — e teme os riscos de se recuperar rápido demais. Ele toma muito cuidado para bancar o inválido para que não o transfiram novamente.

Uma tarde, um guarda sussurra palavras mágicas para ele: â€œPeça para ser levado para um passeio”.

Peter Kropotkin se exercitando com um banquinho de madeira na Fortaleza de Pedro e Paulo antes de sua transferência para a prisão do hospital. Uma ilustração que ele mesmo desenhou.

O pátio tem trezentos passos de comprimento e, do outro lado, há um portão — um portão aberto. Além da guarita, Kropotkin pode ver pessoas e veículos passando na rua.

Ele tem permissão para andar para frente e para trás em uma linha perpendicular ao quintal. Uma sentinela o acompanha, a cinco passos de distância, sempre entre ele e o portão. No entanto, como nada cansa mais um jovem saudável do que andar a passo de caracol, a sentinela costuma dar alguns passos à frente. Com o olhar de um matemático, Kropotkin adivinha que, se ele fugir em tal momento, o guarda correrá em sua direção, em vez de na frente para bloquear seu caminho; assim, embora ele viaje em linha reta, seu perseguidor terá que se mover em um arco e poderia ser possível manter a liderança.

Quando ele retorna para sua cela, ele mal consegue firmar as mãos para rabiscar uma mensagem a aser contrabandeada para seus camaradas:

“Essa proximidade da liberdade me faz tremer como se estivesse com febre. Eles me levaram hoje no quintal; seu portão estava aberto, e nenhuma sentinela perto dele …”

Uma ilustração da mão de Peter Kropotkin, mostrando-o na janela da prisão.

O roupão de flanela não ajuda: arrasta-se no chão e ele é obrigado a carregar a parte de baixo no braço, como as damas da corte carregam a cauda. Mas seus captores não lhe permitirão qualquer outra vestimenta..

Entre as visitas do guarda, ele pratica lançá-lo em dois movimentos rápidos. O guarda passa pela porta, olhando para dentro para ver Kropotkin deitado em seu leito de doente; um momento depois, Kropotkin está de pé, jogando o roupão pela cabeça e jogando-o fora; outro momento, e ele está de volta na cama, vestindo o roupão, pronto para a próxima passagem do guarda.


O dia chega — 29 de junho de 1876. O sinal deveria ser um único balão vermelho subindo ao céu. Kropotkin tira o chapéu para mostrar que está pronto; ele ouve o ronco de uma carruagem na rua e examina o horizonte, o coração batendo forte — mas não há nada, o céu continua vazio. Finalmente, seu tempo acabou e ele é levado de volta para sua cela. Convencido de que seus camaradas foram capturados, ele especula sombriamente que descobrirá o que aconteceu com eles quando for transferido de volta para a fortaleza para morrer.

Na verdade, como se viu, naquela manhã, não havia um único balão vermelho à venda em todos os mercados de São Petersburgo. Por fim, seus amigos conseguiram um velho de uma criança, mas ele não voou mais. Desesperados, eles compraram uma bola de borracha vermelha e tentaram inflá-la com hidrogênio; mas quando eles o soltaram, ele flutuou apenas alguns metros acima, parou bem perto do topo do muro do pátio e flutuou de volta para eles. Finalmente, eles o amarraram no topo de um guarda-chuva de uma mulher e ela andou de um lado para outro na rua, segurando o guarda-chuva o mais alto que podia — mas não alto o suficiente.

No fim das contas, foi um golpe de sorte. Depois que a caminhada de Kropotkin terminou, quando a carruagem partiu pela rota que teria sido usada para sua fuga, foi detida no trânsito por uma fila de carroças.

Outra ilustração de Julian Watson de Kropotkin Escapes, atualmente sendo reimpressa pela Detritus Books.

“Um presente de um admirador.” O guarda passa passa um pequeno relógio pelas grades. Kropotkin vai até a janela para observar a mulher saindo sem pressa em direção ao bulevar. Se ela é quem ele pensa que é, está arriscando sua vida pisando dentro daquelas paredes.

Ele examina o relógio. À primeira vista, parece normal; mas quando ele abre a caixa, há um pequeno pedaço de papel pressionado contra o mecanismo do relógio. Suas mãos tremem novamente enquanto ele decodifica a cifra.


Duas horas depois, Kropotkin é levado para sua caminhada — talvez a última antes da transferência. Novamente, ele ouve uma carruagem no bulevar; novamente, ele tira o boné. Na deixa, um violino distante toca uma melodia alegre. Seu coração está acelerado enquanto ele cambaleia lentamente ao longo da trilha. Ele olha para o soldado, observando o corpo poderoso do homem e a baioneta brilhando na ponta do rifle — e além dele, do outro lado do pátio, o portão aberto.

No final do caminho, ele se vira; como de costume, o soldado deu alguns passos à frente. A hora chegou. Ele endireita o corpo e agarra o vestido para jogá-lo sobre a cabeça — mas o violino para! Ele força uma tosse e lança um olhar furtivo para o sentinela, que não desconfia de nada.

Passaram-se quase meia hora. O tempo está se esgotando. Finalmente, uma fila de carroças entra no portão, um por um, estacionando na outra extremidade do pátio.

O violinista recomeça imediatamente, tocando uma mazurca selvagem. Kropotkin cambaleia novamente até o fim do caminho, com medo de que a música pare mais uma vez antes que ele a alcance. Quando se vira, vê que seu ajudante está vários passos atrás: o guarda está de costas, contemplando os camponeses que descarregam as carroças. Nunca haverá outra chance como esta.

Em um piscar de olhos, o roupão está no chão e ele está correndo pela grama. No início, ele tenta economizar suas forças, já que há anos ele não consegue correr — mas então os camponeses largam seus pacotes e correm atrás dele, gritando para chamar a atenção do guarda, que também corre para alcançá-lo. Então ele corre como um homem possuído.

Ele ouve os passos do guarda atrás dele, praguejando e ofegando tão perto quanto a pulsação em seus ouvidos. O soldado está balançando sua baioneta, quase arranhando a pele de Kropotkin; se não estivesse tão perto, sem dúvida derrubaria o fugitivo com uma bala. Ainda assim, o príncipe de alguma forma mantém um único passo à frente dele e os dois cruzam todo o campo dessa forma.

Outra sentinela está posta no portão do hospital, bem em frente à carruagem que espera. Kropotkin e seus perseguidores estão avançando em sua direção, mas ele está em uma discussão furiosa com um camponês aparentemente bêbado sobre um certo parasita do corpo humano:

“E você sabia que baita cauda ele tem?”

“O que, cara, uma cauda?” zomba do soldado. “Chega de suas conversas !”

“Sim, uma cauda! Sob o microscópio, é deste tamanho!” Ele estende os braços enquanto Kropotkin, o soldado e os camponeses vêm rumo ao portão em uma corrida louca.

Uma ilustração de Kropoktin mostrando sua fuga da prisão do hospital.

Adiante, Kropotkin vê a carruagem, agora a apenas um salto e um passo de distância; mas o cocheiro está de costas para ele. Kropotkin quase grita o nome do camarada, mas se recompõe e bate palmas. O cocheiro olha ao redor e imediatamente levanta seu cavalo, gritando: “Entre, rápido, rápido!” O pé de Kropotkin está no estribo. Seu camarada agita um revólver no ar: “Vai, vai! Eu vou matar vocês, seus bastardos! “

“Pare-os! Pegue eles!” Mas o cavalo já está galopando pela avenida. O amigo de Kropotkin coloca em suas mãos um sobretudo elegante e uma cartola. Eles fazem a primeira curva tão bruscamente que a carruagem quase vira de lado, mas os dois homens se jogam para dentro, endireitando-a. Eles trocam um olhar sem acreditar.

Atrás deles, o portão da prisão está em alvoroço. O oficial da guarda saiu às pressas à frente de um destacamento, mas não conseguiu recobrar a cabeça para dar ordens. “Pegue-o! Sigam-nos! Maldito seja, seus imbecis, estou arruinado!” Aparece um homem carregando um violino, perguntando a cada um o que aconteceu, quem escapou, para onde foi e o que acham que farão. Ele tem o cuidado especial de expressar longamente sua simpatia ao policial frustrado. Uma velha camponesa no meio da multidão interpreta Cassandra: “Eles estão indo diretamente para a Nevsky Prospekt. Se você levar esses cavalos, poderá facilmente interceptá-los.” Ninguém dá atenção a ela.

Uma ilustração de Peter Kropotkin, mostrando-o escapando na carruagem aberta puxada pelo cavalo Bárbaro; dois anos depois, Bárbaro ajudou Stepniak, amigo de Kropotkin, a escapar também, depois que Stepniak assassinou o chefe da polícia secreta russa.

Kropotkin e seu camarada galopam pela Nevsky, finalmente parando na casa Kornílov. Sua cunhada está esperando lá com Aleksandra Kornílova; raspam a longa barba do fugitivo e lhe dão uma muda de roupa. Em seguida, Kropotkin e seu camarada pegam um táxi até o Golfo da Finlândia, onde observam o pôr do sol no céu aberto em direção à ilha de Kronstadt.

Enquanto isso, a polícia está invadindo casas por toda a São Petersburgo em uma tentativa desesperada de recapturar o fugitivo. Eles devem encontrar um lugar para se esconder até que seja tarde o suficiente para ir para a casa segura. “Que tal Donon?” seu parceiro sugere, nomeando o restaurante mais elegante da cidade. “Ninguém vai pensar em te procurar lá!”

Eles varrem um corredor bem iluminado lotado de alta sociedade e ocupam a sala reservada para festas privadas. Os camaradas de Kropotkin aparecem um a um, tontos e famintos. Esta é a última vez que eles estarão todos juntos.

Os amigos passam uma noite alegre comendo e bebendo, contando velhas histórias e caindo na gargalhada. â€œO que, cara, uma cauda?”

  1. De acordo com o antigo calendário juliano empregado no Império Russo na época do nascimento de Kropotkin, essa data foi contada em 27 de novembro. A Rússia não ajustou seu calendário ao usado na Europa Ocidental até a Revolução Russa. 

Via: crimethinc

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Educação e Revolução: o ensino superior no pensamento de Mikhail Bakunin e Élisée Reclus – por Rodrigo Rosa da Silva

Educação e Revolução: o ensino superior no pensamento de Mikhail Bakunin e Élisée Reclus – por Rodrigo Rosa da Silva

Educação e Revolução: o ensino superior no pensamento de Mikhail Bakunin e Élisée Reclus – por Rodrigo Rosa da Silva

Fri, 10 Dec 2021 15:51:04 +0000

Educação e Revolução: o ensino superior no pensamento de Mikhail Bakunin e Élisée Reclus – por Rodrigo Rosa da Silva

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A educação aparece como espaço privilegiado de atuação dos anarquistas, na medida em que essa atividade humana é crucial na

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A educação aparece como espaço privilegiado de atuação dos anarquistas, na medida em que essa atividade humana é crucial na formação e na socialização do indivíduo. Os temas da educação e da cultura sempre ocuparam um amplo espaço nas teorias e ações dos militantes anarquistas. Dentre os teóricos que deram maior atenção à educação estão um de seus fundadadores, o russo Mikhail Bakunin (1814-1876) e o geógrafo francês Élisée Réclus (1830-1905), ambos atuantes junto à AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores). Posteriormente, educadores libertários desenvolveram as bases de uma concepção de educação anarquista e fundando escolas colocaram em prática seus princípios.

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A Justiça Criminal Anarquista

A Justiça Criminal Anarquista

A Justiça Criminal Anarquista

Tue, 07 Dec 2021 12:12:46 +0000

A Justiça Criminal Anarquista

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A Justiça Criminal Anarquista. Antes de considerar o que constitui o direito criminal legítimo em uma sociedade anarquista, Wilson e…

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Com as frequentes notícias sobre reformas no sistema criminal, este é um bom momento para revisitar algumas das várias abordagens anarquistas para a questão dos crimes e punições. Uma delas, delineada por Robert Anton Wilson e Robert Shea no artigo Anarchism and Crime, permanece tão relevante hoje quando na época em que foi escrita — nos anos 1970, durante a Guerra do Vietnã, o escândalo do Watergate e toda a instabilidade social de então. Anarchism and Crime não foi o primeiro trabalho conjunto de Wilson e Shea. Eles também foram coautores da clássica trilogia de ficção científica Illuminatus! e também já haviam trabalhado juntos como editores na revista Playboy. Os dois continuaram a trabalhar juntos por toda a vida, editando e escrevendo para várias das mesmas publicações. Grande parte de seus trabalhos mais interessantes (embora esquecidos) de crítica social estão enterrados em jornais e revistas obscuros publicados ao longo de cinco décadas. Anarchism and Crime é um desses artigos, originalmente escrito para a revista neopagã Green Egg.

A Justiça Criminal Anarquista
A Justiça Criminal Anarquista

Wilson e Shea começam Anarchism and Crime abordando a questão mais óbvia: “E quanto aos assassinos, ladrões e estupradores? O governo nos protege dessas pessoas atualmente. Você simplesmente os deixaria soltos?” Mas antes que eles abordem essa inevitável e importante objeção ao anarquismo, Wilson e Shea cuidadosamente avaliam o sistema criminal atual administrado pelo estado. Com isso, eles contestam as premissas falhas em que a questão se baseia.

Como muitos anarquistas anteriores, os autores abrem sua avaliação do sistema de justiça criminal estatal afirmando que o próprio estado é a maior organização criminosa de todas. Ao reivindicar um monopólio sobre o uso legítimo da força, o estado autoriza a si mesmo a execução dos maiores crimes — roubo, fraude e assassinato em larga escala. Como Wilson e Shea observam, “grandes bancos, corporações e monopólios fundiários financiam ambos os partidos políticos”, garantindo que o estado jamais perca seu poder sobre os cidadãos e que os financiadores do estado continuem a se beneficiar.

Por conta da ênfase do estado em proteger seus privilégios legais, ele tem poucos recursos para dedicar à punição de “pequenos” crimes, como roubos, assassinatos e estupros, fazendo com que, em sua maior parte, eles permaneçam sem resolução. Como Wilson e Shea reconheceram já em 1974, a função primordial das forças policiais estatais é esmagar “crimes” de comércio de drogas que desafiam o monopólio estatal sobre esse mercado.

Ao se depararem com a gigantesca organização criminosa conhecida como estado, Wilson e Shea não pedem mais leis, leis melhores ou governantes melhores. A única ferramenta que o estado tem em seu arsenal é a força coercitiva. Um maior uso da força só pode fazer com que surjam mais proibições para os cidadãos. Acrescentar mais leis ao corpo legal só pode nos levar ao ponto que Wilson e Shea descrevem em que “tudo aquilo que não é obrigatório é proibido e tudo que não é proibido é obrigatório”. Com essa evolução rumo ao estado policial, as burocracias administrativas crescem como um câncer, até chegar ao ponto em que todos os membros da sociedade devem policiar seus vizinhos para que as leis do estado sejam efetivas.

Antes de considerar o que constitui o direito criminal legítimo em uma sociedade anarquista, Wilson e Shea analisam o que significa legitimidade no atual sistema criminal. Há três categorias gerais de leis criminais, de acordo com os autores. As primeiras são as leis de “demonstração de poder”: leis nas quais o estado declara quanto pode roubar legitimamente dos cidadãos através de impostos e os propósitos para os quais ele pode fisicamente escravizá-los. São as leis menos questionadas e servem para reforçar o status da classe dominante. Essas leis são as mais fundamentais do estado.

A segunda classe de leis estatais serve para coação moral e pretendem coibir crimes sem vítimas (isto é, certos usos de drogas, sexo, comportamento, etc.). Embora ninguém seja prejudicado por essas atividades declaradas ilegais, o estado afirma sua moralidade sobre toda a sociedade pela força da lei. São leis que permitem ao estado exercer ainda mais controle (e, assim, têm interseção com a primeira classe de leis) e também servem para proteger certos elementos de seu esquema criminoso. Wilson e Shea dão alguns exemplos de leis morais coercitivas: “Não jogarás Parcheesi em noite de lua cheia. Não apostará em jogos de azar aos domingos. Não farás amor com sua esposa da forma que vocês dois gostam, mas da maneira que os legisladores preferem”. Através de seu tratamento jocoso das leis morais do estado, Wilson e Shea destacam seu completo absurdo. Infelizmente, milhões são oprimidos pelo sistema criminal simplesmente por não obedecer à moral absurda imposta pelo governo.

A terceira classe de leis criminais envolve aquelas com as quais a maioria das pessoas, senão todas, concordam: “É proibido roubar. É proibido estuprar. É proibido fraudar.” Em outras palavras, são aquelas leis quase universais e que nenhum legislador precisa aprovar para que sejam observadas. Wilson e Shea rapidamente dissipam a ideia de comum de que os anarquistas sejam favoráveis à desordem e ao terrorismo, explicando que, como o resto das pessoas, eles também desejam que essas regras sejam cumpridas.

Com isso em mente, Anarchism and Crime prevê que grande parte da terceira classe de criminosos desapareceria com a abolição do estado capitalista. David S. D’Amato, do C4SS, já escreveu sobre a relação entre o capitalismo e o crime, observando que o crime dentro das circunstâncias atuais reflete a falta de oportunidades econômicas — um problema sistêmico. Como D’Amato, Wilson e Shea acreditam que:

Se as pessoas pudessem trabalhar por conta própria — se recebessem todo o produto de seu trabalho através de um sindicato de trabalhadores — quase todas as motivações existentes para os crimes desapareceriam. Se você não precisasse pagar impostos e aluguéis, começando amanhã, seu poder de compra mais que duplicaria. Se outras formas de exploração e roubo, através dos juros do sistema financeiro, também fossem abolidas, seu poder de compra mais que quadruplicaria. Quanta inveja, quanta preocupação com dinheiro, quanto medo irracional, quantas úlceras, pesadelos, dores de cabeça e outras motivações para trapacear ou roubar um pouco sobreviveriam se essa simples justiça econômica fosse alcançada.

Para Wilson e Shea, grande parte do que se constitui como crimes reais naturalmente seria eliminada em uma sociedade em que as pessoas têm liberdade para escolher seus caminhos para a prosperidade. Boa parte dos assassinatos, fraudes e roubos são motivados por necessidade graças às oportunidades limitadas do capitalismo. O regime estatal capitalista garante que muitos cidadãos sejam colocados contra a parede sem a possibilidade de fazer escolhas econômicas significativas — sem poder trabalhar a não ser com a autorização do estado para quase todo ato. E essa permissão frequentemente é impossível obter, uma vez que muitas das proibições ao trabalho sob o capitalismo são intencionais e servem para proteger a elite da competição. Aqueles que estão presos nas engrenagens desta máquina econômica frequentemente devem recorrer à exploração dos vizinhos para seu sustento. A pura justiça econômica é uma das soluções anarquistas para o mal capitalista.

Aqui, devemos lembrar da lição de Sheldon Richman de que o anarquista não prevê uma utopia. Os anarquistas devem ter cuidado para não pintarem uma imagem perfeitamente rósea da situação de abolição do estado. As pessoas continuarão a ter problemas com ou sem o estado, mas os anarquistas preveem que haverá uma gama maior de soluções pacíficas disponíveis sem a existência do estado. Ao ver os estados como as maiores organizações criminais do mundo, os anarquistas estão conscientes dos enormes ganhos para a paz que seriam imediatamente garantidos pela sua abolição.

Wilson e Shea concluem Anarchism and Crime respondendo à objeção inicial: o que fazer com os “malucos violentos” — os membros da sociedade que cometerão crimes por prazer? Sua abordagem envolve prevenção e punição. Uma vez que os criminosos desapareceriam rapidamente com a liberdade econômica, muitos criminosos seriam dissuadidos de uma vida de crime em uma sociedade mais livre, com um sistema educacional e familiar mais permissivo.

Os autores acreditam que a atuação dos pais e das escolas em um mundo estatal é indevidamente severa, servindo para preparar as crianças para uma realidade brutal de um capitalismo canibalesco e de seu programa-irmão: a guerra. Ou seja, as crianças são suprimidas, tanto em casa quanto na escola, para se reajustarem aos rigores da vida sob o estado. Ao permitir “famílias abertas e escolas abertas” — essencialmente associações voluntárias no nível familiar — uma sociedade menos autoritária começa a florescer, onde as crianças passam a ter a mente mais aberta, se tornam menos violentas e se transformam em membros cooperantes da sociedade adulta. Grande parte da repressão sexual e moral atual também se diluiria sem a imposição estatal de um sistema educacional unificado, o que resultaria em homens menos agressivos e depravados — eliminando aqueles que são os maiores agressores do mundo atual.

Para os criminosos remanescentes, a “punição” seria radicalmente diferente na sociedade imaginada por Wilson e Shea. Os autores listam várias alternativas aos métodos violentos de punição exigidos pelo sistema criminal estatal. Ao invés da tortura, da prisão e da execução, os anarquistas do passado e do presentem exploram uma variedade de sistemas alternativos, como o ostracismo, a restituição e a indenização e sistemas de justiça privados. Ao invés de descartar essas ideias como absurdas e impossíveis, Wilson e Shea estimulam os leitores a considerar como esses sistemas foram usados historicamente e continuam a sê-lo atualmente com grande êxito em vários contextos não-estatais de pequena escala. Ao invés de prescrever uma forma particular de justiça criminal, Wilson e Shea simplesmente defendem a abolição total do estado para permitir que indivíduos e grupos moldem seus sistemas para melhor.

Enquanto observamos as terríveis injustiças perpetuadas pelo sistema estatal atual no noticiário da noite, talvez devamos passar a entreter as grandes ideias de Wilson e Shea.

Traduzido por Erick Vasconcelos.

A justiça é elitista e burguesa. Está a serviço do capital, para proteger ricos e castigar pobres!A Justiça é cega, sua balança desregulada e sua espada sem fio.
– Millor Fernandes

“Não existe o outro, tudo é você. Então, colocar-se no lugar do “outro” gera consequências muito elegantes, necessárias e incrivelmente revolucionárias. Lao Tzu, que tinha umas ideias bem rocambólicas, praticamente inaceitáveis para o padrão mental da época e atual – por mais sofisticado que você pense que seja o padrão mental ocidental contemporâneo –, disse algo que considero uma pérola: ‘Onde há justiça não há compaixão’. Contemple.Justiça é quando você julga o outro. Compaixão é quando você não julga o outro. Quando você julga o outro cria um karma, existe uma lei de ação e reação: quando julga o outro você será julgado. Quando se compadece, colocando-se no lugar do outro, você resolve internamente. O problema está em pensarmo-nos separados uns dos outros. Nos vemos separados, nos sentimos separados, e é difícil convencer o nosso sistema neurológico do contrário. Aliás, ver a não-separação não é uma questão de convencimento, é a suprema compreensão, é um dar-se conta, absoluto. De repente, é vista a ilusão da separação, colocam-se os pingos nos ‘is’ e o outro deixa de existir. Você deixa de existir como imagem.O que corrompe as relações humanas é a mente, e a mente é plena inconsciência. Na medida em que começa a ver como ela se move, você se antecipa. Você aparece e ela não mais está, assim como a luz diante da escuridão. Consciência está presente.”
– Satyaprem

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Cuentos Cortos Contra la Autoridad – PDF

Cuentos Cortos Contra la Autoridad – PDF

Cuentos Cortos Contra la Autoridad – PDF

Fri, 03 Dec 2021 20:05:15 +0000

Cuentos Cortos Contra la Autoridad – PDF

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Baixe grátis a pequena compilação de contos e ilustrações que leva o nome: Contos contra a autoridade, resultado da convocatória

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Baixe grátis a pequena compilação de contos e ilustrações que leva o nome: Contos contra a autoridade, resultado da convocatória de 13 de agosto de 2013, com o objetivo de divulgar uma literatura que questione a autoridade como início e fim das relações sociais e com a natureza.

Citações do livro Cuentos Cortos Contra la Autoridad
“Então continuaremos a fingir que não
somos governados por porcos e cachorros,
guardados por hienas, exaltados por
toupeiras e geminados por lobos. Que não
somos idiotas disfarçados de ovelhas.” (p. 7)

“Raramente uma pessoa sente suas células.” (p. 23)

“Não seria fácil, mas quando a razão o ajuda, não há outra maneira.” (p. 45)

Isso mesmo, deram-me a posição de granadeiro e o meu papel não era proteger, mas massacrar quem se opusesse aos interesses dos que governam este país. Sofremos um processo que nos avilta, a que se chama «lavagem cerebral», obedecemos ordens sem saber porque o fazemos, só o fazemos sem questionar nada, não percebemos a nossa condição, gente matando gente, indo contra eles Até lutam pelos nossos próprios direitos, pelos da minha filha, pelos pobres, pelos que são como tu e eu. (p. 51)

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Problemáticas Teóricas e Históricas dos Estudos de Referência do Anarquismo

Problemáticas Teóricas e Históricas dos Estudos de Referência do Anarquismo

Problemáticas Teóricas e Históricas dos Estudos de Referência do Anarquismo

Thu, 02 Dec 2021 20:35:21 +0000

Problemáticas Teóricas e Históricas dos Estudos de Referência do Anarquismo

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Como demonstram estudos recentes(Schmidt e van der Walt, 2009, no prelo; Schmidt, 2012), em seus 150 anos de história, o

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Como demonstram estudos recentes(Schmidt e van der Walt, 2009, no prelo; Schmidt, 2012), em seus 150 anos de história, o anarquismo se desenvolveu nos cinco continentes, ainda que entre fluxos e refluxos, promovendo uma práxis que parece conter elementos teóricos de relevância sociológica. Não é coincidência que os maiores nomes da Sociologia tenham conhecido, lido e discutido obras anarquistas. Marx produziu parte significativa de sua teoria em meio às disputas com os anarquistas e referiu-se a eles, ainda que criticamente, em muitos momentos (MARX; ENGELS; LÊNIN,1976); há autores que, contudo, têm buscado aproximar a obra de Marx das teorias anarquistas (GUÉRIN, 1979; RUBEL; JANOVER, 2010). Durkheim e Weber foram leitores dos anarquistas e discutiramcom alguma profundidade o anarquismo, conforme discutido por alguns autores Problemáticas teóricas e históricas dos estudos de referência do anarquismo

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Pedagogia Libertária: projeto e utopia educacional na sociedade capitalista

Pedagogia Libertária: projeto e utopia educacional na sociedade capitalista

Pedagogia Libertária: projeto e utopia educacional na sociedade capitalista

Wed, 01 Dec 2021 21:27:21 +0000

Pedagogia Libertária: projeto e utopia educacional na sociedade capitalista

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Objetivando formar indivíduos livres através da autonomia, responsabilidade, solidariedade, etc, acreditamos que a pedagogia libertária, além de estabelecer novas formas

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Objetivando formar indivíduos livres através da autonomia, responsabilidade, solidariedade, etc, acreditamos que a pedagogia libertária, além de estabelecer novas formas de relações interpessoais, seja um instrumento de luta para a superação das condições de exploração que sustentam o capitalismo. Partindo da premissa de que as bases do capitalismo são a exploração, a desigualdade e a heterogestão, investigamos qual a possibilidade de realização da autogestão em unidades escolares. Analisando as relações entre saber-poder, observou-se ser quase nula essa possibilidade, pela própria estrutura do capitalismo. Nele, ou as escolas são a seu favor ou são contra. Sendo a favor, constituem-se sobre o autoritarismo. Sendo contra, arriscam fechar-se em si mesmas, criando uma ilha de liberdade em meio à exploração. Não podendo jamais fugir da sociedade na qual está inserida, a educação anarquista deve agir no seio da sociedade e Estado capitalista, sendo o espelho que reflete o que não devemos ser.

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A água e o óleo: Anarquismo e o Sindicalismo de intenção Revolucionária frente ao ativismo anticlassista e pós-estruturalista

A água e o óleo: Anarquismo e o Sindicalismo de intenção Revolucionária frente ao ativismo anticlassista e pós-estruturalista

A água e o óleo: Anarquismo e o Sindicalismo de intenção Revolucionária frente ao ativismo anticlassista e pós-estruturalista

Tue, 30 Nov 2021 21:58:16 +0000

A água e o óleo: Anarquismo e o Sindicalismo de intenção Revolucionária frente ao ativismo anticlassista e pós-estruturalista

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Esse texto tenta debater como movimentos e discursos anticlassistas não tem nada a ver com o anarquismo e sua principal

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Esse texto tenta debater como movimentos e discursos anticlassistas não tem nada a ver com o anarquismo e sua principal estratégia no mundo, o sindicalismo revolucionário. Tento mostrar qual a definição de classe trabalhadora para o anarquismo, muito longe do homem branco cis gênero- como mulheres anarquistas abordaram as questões de gênero nessa perspectiva, muito diferente da perspectiva liberal, como podemos enfrentar posições foucaultinanas e outras como “lugar de fala.” Um texto que embora tenha referências não é acadêmico, é uma conversa fraterna entre membros da família política libertária.

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Fuente: Anarquista.net